VOL 11

1957

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AROUIVOS DO SERVICO FLORESTAL

COMISSAO DE REDAgAO:

Eng. Agr. ALTAMIRO I5ARHOSA PEREIRA Eng. Agr. ALCEO MAGNANINI Eng. Agr. HON6RIO DA COSTA MONTEIRO NETO

iNSTRUgOES AOS AUTORES

x.

2.

10.

TOda it cone.Hpond6neia dove sc r cnviada it Comiaa&O do Itedag&o dos Arquivos do Sorvlgo Klorestal Itua Jardlm Bolftnlco, 1.008 lUo, D. F.

Os originals dovetn nor datllografadoa cm cspngo duplo, em fdlhas nfl.o transparcntca, tarrmnho otlclo, oacritua num tii ludo; uconscUiu-sc, uoa autorca, conaervur cdplas cm sou podcr.

N£lo ao accltam cdpiaa om impel carbono.

Cr&flcos c dcaenhoa dcvoni act- folios com tlnta muiquim pr6ta; 11uh- tragdcs XotogriUicas dcvcm ser aprcacntadaa cm papcl Uao, brilbanto, com a maior nltldcz posaivcl. T6da.s ua flguraa dcvcm posaulr legcn- daa curtail c indlcagflo da redug&o quo dcvcm aoXrer.

Ah notaa, ao pc da pdglna, dcvcm ser uaalnaladaa entro dims linhai aubllniiadaa dcntro do tcxto c, logo ap6u, o alnul do chamada.

Os map us dcvcm vir uoltos, nu pAglna scguintc uo toxto. Jtccomcnda-so epic o tltulo seja brevo o preciso.

Hecomonda-so aublinhar oh notnes ciontUlcos, sublinhur cm llnhit du- pla os nomes prdprloa o aublinhar cm llnha dupla e escrcver cm lctras maluseulas oh tltuloa do cupltulos.

A Coinlasfto dc Itedag&o, no aentldo do lac ill tar u boa uprcacntngfto don trabalhoH, flugore ttoja seguido o esquema ideal de artlgos, ubalxo tmnscrito :

TXTULiO: Breve, Claro (sem ubroviagflcsi .

NOME DO AUTOH (•).

XNTRODUQAO: Formulugao brevo do problcma

RE VIE AO lilBEIOGItAFlCA: An&Usc, evilando-ae transcrlgdcH e. reaumoa.

METODOS E MATERIAL.: DeacrigOfa do nxHodo o tccnlca originals; cltur publicagOcH dondo hc tlrou; lndicnr o rig cm Huclntu do mate- rial obtldo.

RESULT ADOS OU DADOS: Forma clara c brevo; quodro o grAlieoH;

cvitar exag6roa; lndlcar sdmente excmplos mala caracteriHUcos. DISCUSSAO: Dodo lr Junto com o Item anterior.

SUM. A It lO ; Slnteac doa pontog fundamentals (oeupando, no in&ximo, uma p&gina datilogrutuda, em eap&gfto duplo j .

BlULdOURAFIA: Ao fim o padronlzada.

Oh arligoH aaatnadoa t.fto dc Intclra roaponHabilldado doa autorca, n-s- trlnglndo-ao a ComisB&o do Redag&o, apena.i, as corrigenda;! UpogrA- ficuH, do acOrdo com oh originals.

i * ) Tltulo, cargo repartlg&o.

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A R Q U I V O S

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SERVIQO FLORESTAL

VOL. 11

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RELAT6RIO DA EXCURSAO AO

NORDESTE BRASILEIRO 1 9 5 7

INDIO E

Capitulo I INTRODUQAO

Elaboragio da Divisao Tecnico-Administrativa do Sorvigo

Const ituigao da Comitiva Florestal \

Florestal, no Nordeste (j

Sclegao previa das essencias florestais mais aconselhavois,

para o Nordeate 0

Cbservagoes realizadas durante n viagem 7

Capitulo II FSTADO DO CEARA

1 Elaboragao da Divisao Tdcnico-Adminlstrativa

da Inspetoria Florestal, do Estado do CearA y

Mapa da Divisao Teenico-Administrativa da Ins- petoria Florestal do Estado do CearA y

2 Selegao prAvia das essencias florestais m

3 Cbservagoes realizadas no Estado do Ceara ... 22

Capitulo III F:STADO DO ItlO GRANDE DO NORTE

1 Elaboragao da Divisao TAcnico- Admin istrativa da Inspetoria Florestal, do Estado do Rio Grande do

Norte . 32

Mapa da Divisao TAcnico-Administrativa da Ins- petoria Florestal do Estado do Rio Grande do Norte .... 33

2 Selegao prAvia da sessencias florestais 31

3 Observances realizadas no Estado do Rio Grande

do Norte yy

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Art/// ivOS do An nco Flore itql

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Capitulo IV ESTADO DA PA RAIMA

1 Elaboragiio da Divis&o Tecnico-Administrutiva

da Inspctoria Florestal, do Mb tad o da Paraiba 42

Mapa da Divis&o Tecnico-Administrativa da Ins- petoria F'lorcstal do Estado da Paraiba 'll!

2 Selegao previa daa essencias floreatais 45

3 Obscrvagdcs realizadas no Estado da I'araiba 49

Capitulo V ESTADO DE PERNAMBUCO

1 Elaboragiio da Divisao Tecnico-Administrativa

da Inspctoria Florestal, do Estado dc Pernambuco 53

Mapa da Divisao Tecnico-Administrativa da Ins- petoria Florestal do Estado de Pernambuco 54

2 Sclegtio previa das essencias florestais 53

3 Observagoes realizadas no Estado de Pernambuco 59

Capitulo VI - ESTADO DE ALAGOAS

1 Elaboragiio da Divisao Tecnico-Administrativa

da Inspctoria Florestal, do Estado de Alagoas 61

Mapa da Divisao Tecnico-Administrativa da Ins- petoria Florestal do Estado de Alagoas 62

2 Sclegiio previa das essencias florestais 61

3 - Observagdc.s realizadas no Estado de Alagoas . 67

Capitulo VII PARQUE NACIONAL DE PAULO AFONSO 67 Capitulo VIII ESTADO DE SERGIPE

1 Elaboragiio da Divisao 7 dcnico- Administrative

da nspetoria Florestal, do Estado de Sergipe 72

Mapa da Divisao Tecnico-Administrativa da Ins- pctoria Florestal do Flstado de Sergipe 73

2 Selegao previa das essencias flore-tais 75

3 Observagoes realizadas no Estado de Sergipe . . 78

Capitulo IX ADIONDC (Cruz das Almas, Bahia) 79

Anexo 1 IROGRAMA ESQUEMATICO E ROTEIRO DA

VIAGFJM 80

RELAT6RIO DA EXCURSAO AO

NORDESTE BRASILEIRO 1957

Ueallznda cm 1087, pdn Comltlva <|c TVciiIook «l<> Servlgo Ftorttlal, hoIi a Chcfla (|o Dirolor Kng.« A«r.* DAVID DK AZAMBUJA

CAIMTULO I INTRODUCAO

Ao assumir a diregfio do Servi$o Florcstal, cm outubro do 1956, a nova Dirctoria tevc cm mentc a reuli/agiio dc viagcns dc •st lidos c inspegocs a divcrsos pontos do imcnso tcrritdrio bra silciro, viagcns cstas dcstinadas a fornccer uma visao global, dos problcmas c intercsscs florestais, quc possibilitassc o csiabclcci memo dc pianos racionais de trabalhos.

Todavia, a volumosa soma de tarefas quc assoberbou no seu im'cio dc administragao, a quc sc acresceu a rcorganizagao do proprio S. F„ a formulagao de Novo Reginiento mais atuali- /ado, bem como as esgotantes atividades desenvolvidas para a Campanha de Educagao Florestal, acarretou o adiamento da- quele proposito de "conhecer, para mclhor dirigir".

No im'cio de 1957, quando do regresso do Sr. Ministro da Agricultura Dr. Mario Meneghetti, de viagem ao Nordeste. a antiga intengao da Dirctoria teve aeolhida favoravel determi- nando mesmo, aquele Titular, quc a Comitiva deveria dar prio ridade ao Nordeste, pois havia constatudo "in loco", a necessi-

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Arguivos do Serpigo Florestal

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dude urgente do ah' se atacar eficicntcmcnte o angustiante pro blcma florestal.

Foi imediatamente constituida uma Comitiva Florestal, for inada polos Chefes de Segoes do Servigo Florestal mais direta- monte relacionados ao problcma florestal nordcstino, os quais assmniram a fungao do assossoros tecnicos do sou Dirotor

Const it ni^do (la Comitiva Florestal

Fizeram parte da mesma os Engonhoiros Agronomos DAVID DE AZAMHUJA (Dirotor do Servigo Florestal o l.° Vice-Presidente da Cainpanha do Educagao Florestal), NAZAR ENO PI RES (Chofo da Sogao do Dofosa), TIM6THEO FRANKLIN (Chofo da Sogao do Fomento) o ALCEO MAG- NANI N I (Chofo da Sogao do Posquisas o Socrotario-Executivo da Campanlui do Educagao Florestal). A parte do foto filmagom t icon a cargo do Sr. MIL TON LAGES (Cincgrafista do Serviyo Florestal).

No Coara, ate Ubajara, acompanharam a Comitiva os Srs. Jornalistas OSCAR DE ANDRADE (DIARIOS ASSOC 1 ADOS) o OTAVIO DE CASTRO (CORREIO DA MANllA E DlA RIO DE NOT1CIAS). Os Srs. Jornalistas JOAO VITA li EDUARDO SIDNEY (AGlvNCIA NACIONAL) rovesaram-so durante o percurso total da viagem, dando cobcrtura da mesma.

inioialmonto, havia sido inchu'do na Comitiva o Eng.° Agr.° WANDERB1LT DUARTE DE BARROS (Administrador do Barque Nacional do Itatiaia). Entretanto, sua nomoagao posterior para Dirotor da Divisao do Fomonto da Brodugao Vegetal im- ped iu sua partioipagao na viagem.

Apos os nocossarios ostudos, a Comitiva olaborou minuciosa programagao para a viagem, a fim do procisar, dentro do tempo de quo dispunha todos os trabalhos julgados indisponsavois. Alcm disso, a programagao rigida pormitiu melhor entrosamento nas visitas as varias dependencias, com urn nu'nimo do porda do

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Itelatdrlo da Excursdo ao Nordcxtc

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tempo c trubulho, pois que ;i cssus dependeneius foi dado o co* nhccimcnto previo dc todo o rotciro a pereorrer, tal como pode scr visto no final dcstc Relatdrio (Ancxo I ).

Nesta viagem durante 45 dias ininterruptos. foram pcrcor- ridos mais dc 1 1 .500 km., sendo 5.000 km. por via aerea (in- clusive a ida Rio a Fortaleza e a volta Salvador-Rio, com 3.200 km.) e 6.500 km por via terrestre, desde Fortaleza (Ccara) onde sc iniciou a viagem, ate Salvador (Bahia), ondc sc finalizou a mesma.

O objetivo primordial sempre foi o de cstudar as caracterfs- ticas regionais e locais. planejando-se imediatamente as medidas de carater mais urgente, ao mesmo tempo que se esquemntizava em piano geral para o future imediato; tudo dentro. naturalmente. das limitagoes impostas pclos nossos parcos recursos orgamenta- rios atuais.

No transcurso da viagem, a Comitiva entrou em contacto com os Governadores dos Estados de Ccara, Rio Grande do Norte, Parafba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe, hem como de numerosos Secretaries de Agricultura e Prcfcitos visando sempre facilitar o entrosamento das autoridades estaduais e municipals com as atividades florestais. Em tddas as oportunidades que nao foram poueas, a Comitiva desenvolveu trabalho de verdadeira catequese florcstal, levando ao proprio reeesso do sertao. a Campanha de Educate Florcstal.

Por outre lade, reunides oportunas, entre a Comitiva e as autoridades florestais da regifio, foram realizadas em todos os Estados visitados, ocasides em que se trocaram observances e se planejaram trabalhos a executar. Os aspectos mais tipicos das regidcs percorridas e das dependences visitadas foram fixados em fotografias e filrnes cinematograficos que constituent valiosa documcntanao das unidades do Service Florcstal no interior do Pafs.

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Arquivos do Serving Flores t a l

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Elaborafdo da Divisao Tecnico-A d ministrati va do S. F„ no Nordeste.

A Comitivu florcstal love ocasiao, apos pcrcorrcr quase tddas as instalagoes que o S. F. mantern no Nordeste, de realizar varias rcunidcs com os nossos tecnicos federais, alt cm exerefeio. Tcndo como diretriz o aprimoramento dos trabalhos a serem cxccutados, tais rcunidcs foram cobertas dc pleno exito, sendo altamcntc provcitosa a troca dc idcias efetuadas.

O principal resultado, todavia, foi o dc sc elaborar a mclhor divisao tccnico-administrativa das atividadcs florestais nos Estados.

Os criterios adotados foram os seguintes: I) a Inspctoria Florestais foi dcsccntralizada cm Distritos Florestais, cujas scdcs situam-sc nas cidadcs dc maior projegao ccondmico-administra- tiva. 2) Para delimitagao das divisdes territoriais tomou-sc, sem- pre, como base, as zonas gcograficas cstabclccidas pelo Inst. Bras, dc Gcogr. c Estatfstica. 3) Idealmente, cm cada zona gco- grafica dcvcr-sc-ia instalar urn Distrito Florcstal. Em razao, po- rem, da limitagao orgamentaria, os Distritos foram, cm ntimero condizcntc com os rccursos, compostos dc diversas zonas gcogra- ficas. Ainda assim, a rcuniao dcssas zonas gcograficas (definidas pelo 1BGE), com o objetivo dc formar um Distrito Florcstal, obedeceu as caracterfsticas geo-econdmicas.

Justifica-se plcnamcnto o critcrio geo-eeonomico pois. cm- bora tambem suscetfvcl dc modificagdcs c aperfeigoamentos, as divisdes territoriais do IBGE sao bascados cm critcriosos cstudos c nao dependent da subjetividadc de uma ou outra pcrsonalidade ou dc intcrcsses outros epic nao o da divisao cm areas naturais.

Self {do previa das csscncia. s florestais mais aeonsclhaveis, para o Nordeste.

Durante todo o transcurso da viagem, foi preocupagao dos tecnicos da Comitiva, observar cuidadosamentc o comporta- mento das especies florestais alt existentes. Tais observagdes foram confrontadas, no prdprio local com a expcriencia dos tecni-

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Rclatdrlo da Excundo no Nordcstc

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cos residcntos. hem como com o conhccinicnto dos habitantes

rurais.

Dcssc modo. apenas com o intuito dc propiciar am primeiro passo nu racionalizagiio das atividadcs florcslais a scrcm dosen volvidas no Nordcstc, a Comitiva Morcstal teve o cuidado do re- lacionar aquclas cspecies cujo comportamonto ou utilizagao, parcccm indiea-las para atender as ncccssidades do cobcrtura do solo, obtengiio do lonha, carvao o madoira ou do outros produtos do grande valor economieo. alimentar ou industrial. Sao ossas. as ossoncias quo passarao a scr ostudadas, difundidas, divulgadas, c protogidas polo S. I .. Sao clas quo scrao. proforonoialmonto, distribuidas polos Postc-s Florcstais do conformidadc com suas areas do maior ocorrcncia.

Como so podera notar, nao forant inelmdos na rclagao, por scrcm exdticos: a algaroba, os oucaliptos c o aveloz. Todavia, assinalc-so quo a grande aclimatizagao. facil crescimento o mul- ti plas aplicagoes dcssas ospocios aoonsolham sua divulgagao para o rcflorcstamento rapido do grandes areas.

Ohserun'ocs realiziulus durante a viatjem

Ao percorrer o Nordcstc, seguindo o rotoiro quo permitia boa visao global das atividadcs desempenhadas pelas deponden- cias florestais no interior, a Comitiva coligiu grande soma do observagoes. Dclas, decorroram as dirotrizes para mais sogura oriontagao o fiscalizagao das atividadcs florcstais. sendo quo ac mais importanlos soguem no bojo do rolatdrio.

Nao so podo doixar do assinalar. aqui. o reconhecimento quo a Comitiva Florostal dove aos eolegas do interior, pola boa von- tado o espirito do colaboragao domonstrados. So, por urn lado a propria Comitiva desenvolveu intenso trabalho integral, durante quaronta o cinco dias consccutivos, sacrificando mesmo momen- tos do repouso noturno, alimentagao o ate domingos (como so poder vor no Anoxo I ), por outro lado, sempre so contou como o clevado espirito publico dos eolegas e com a proverbial hospi- ' alidade dos habitantes rurais.

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Arquivos do Scrvico Florestal

CAIMTULO II ESTADO IX) CHAR A

A Comitiva Florestal, praticamente, pcrcorrcu todas as dependences do S. F. nesse Estado, entrando diretanicnte cm eontacto com os grave sproblemas florestais que afligem sous habitantes.

Inicialmente, cm visita ao Governador do Estado, Sr. Paulo Sarazate, objetivou-se um perfeito entrosamento entre os orgaos fcdcrais c estaduais, mostrando-se S. Excia. intcrcssado nos obje- tivos a serem alcangados at raves os trabalhos florestais

Polo sou ineditismo, e oportunidade, deve-se ressaltar o jxito da 3.a Exposigao Florestal National, inaugurada cm For- taleza por ocasiao da viagem da Comitiva, cujos participantes, alias, colaboraram ativamente na mesma.

Tambem de grande proveito foram as entrevistas realizadas com o SecrUario de Agricultura, com numcrosos prefeitos hem como com inumeras personalidades civis e militares, com os quais a Comitiva tevc ampla oportunidade de debater os assuntos flo- restais.

Assinale-se, ainda, a importancia da atuagao da Imprensa. falada e cscrita, que presta toda sua grande influcncia eni prol da criagao de uma mentalidade florestal no Estado.

Por intermedio da Floresta National do Araripe-Apodi rea- lizou-se na propriedade do Sr. Pedro Filomeno Gomes, um plan- rio experimental de 60 mil eucaliptos e 58 mil cajuciros. Nesta propriedade, teve lugar o langamento da Campanha de Um Mi- lhao de Cajuciros, para o Ceara, a qual contou com a presenga do Excelentfssimo Senhor Ministro da Agricultura, que plantou a primeira muda.

1) ELAHORAQAO DA DIVISAO TfiCNICO-ADMINISTRATIVA DA INSPETORIA F'LORESTAL DO ESTADO DO CEARA

Utilizando como unidades administrativas as zonas geogra- ficas, estabelecidas pelo Instituto Brasilciro de Geografia e Es tatistica, a Comitiva Florestal juntamente com os tecnicos flores

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Arquivos do Serving Florcstal

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lais cm excrctcio no Cearii, dividiu o Estado c 3 Distritos Flo- rcstais que sao (Mapa I).

IP Distrito Florcstal, com sede cm Fortaleza c, abrangendo a Zona do Litoral

Constitufda pelos munietpios costoiros c os dc Granja, Li- cania, Pacajus c Uruburctaina. C) Municipio de Aracatf, embora banhado pelo mar, d considcrado sertanejo, dado quo suas con digoes gco-cconomicas sao rnais sortanejas quo litoraneas. () li- toral o baixo dunoso ate o tabuloiro terciario o depois so adontra para o sertao. O solo cm goral, 6 pouco fdrtil; sondo comum a policultura ondo ha deposigao aluvionar dos rios Aoarau. Corcau, Mundau, Araeati-Agu o Mirim. A pluviosidade media d superior a I .000 mm anuais. Na orla maritima, oxplota-so o o6co da Bahia, pratica-se a pesca o oxtral-so o sal. Nos vales humosos, ha vastos carnaubais, cultivando-so algodao, cana-dc-agucar, man- dioca, ooroais, milho frutas etc. Na oncosta do Uruburetama ha cafezais. A criagao d pouco dosonvolvida, tomando maior desen- volvimonto nos muniofpios mais intorioros, como Granja o Lica- nia, ondo ha industria do poles o couros. Em toda a zona a don sidado da populagao c superior a 10 hab./km-

b Zona da Serra do Baturite

Situada no limito entre o litoral o o sertao a ccrca do 60 km. ao sul do Fortaleza. Formada do rochas paleozoicas, chistosas. dobradas o sobrepostas ou injotadas por granitos quo formam as partes mais olovadas, atingindo sua altitude pouco mais do 700 m. As ohuvas sao, cm media, do mais do I .600 mm anuais. sondo o outono a cstagao mais chuvosa o 20° a temperatura media. Sua suporfioio atingo cerca do 1.300 km2. A dronagom principal e foita polos rios Araooiaba, Pacoti o sous afluontos. No alto da Sorra, os produtos sao: cafe, cana, ooroais o frutas, bom como algodao, edra do earnauba, oiticica, mamona, etc., pois a zona

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Relator io da Excursio ao Nordeste

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inclui o sertao haixo, cm suas extremidades. A pccuaria, cm gcral. 6 pouco desenvolvida. A densidade e superior a 20 ha. por km 2.

c Zona do Sertao Central

() terrain, cm gcral, c pouco elevado, apresentando peque nas serras como as dc Pedra Branca c Guaribas, que at ingem eerca de 500 m de altitude. A pluviosidade media esta entre 700 e 800 mm anuais. A zona e agro-pastoril. predominando o cul- tivo dn algodao. Em piano secundario, cstao as culturas de ee rcais, mandioca, frutas. etc. C'ultiva-se tambem a mamona, oiti- cica e carnauba. A criav'ao e desenvolvida, praticando o eruza- mento de ra^as.

d Zona do Sertao Haixo e Medio Jagtutribe

Situa-se na parte norte-oriental do Ccara e e baixa e pouco chuvosa, raramente ultrapassando 200 m de altitude, como na Serra do Pereiro e recebendo menos de 700 mm anuais cm media.

No Baixo Jaguaribe, a agricultura e mais desenvolvida, sobretudo a do algodao. Existem imensos carnaubais e oitieieais cujor produtos constituent a base da cconomia local. Ao lado das ferteis varzeas do rio Jaguaribe, existem campos e tabuleiros com bons pastos para criagao.

No Medio Jaguaribe, a criacao e mais desenvolvida, pro- duzindo-se tambem, o algodao, a oiticica, a carnauba e a mamona.

2." Distrito Florestal, com sede etn Sobral e abrangendo a Zona da Serra <le Ibiapaha

E a zona mais chuvosa do cstado, com media anual acima de 1 .500 mm. Na Serra do Ibiapaba destaeam-se varias partes: a einta, a mala, o earrasco e a cltapada,

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Arquivos do Serving Florestal 11

A cintu, parte da encosta oriental, com cerca do. 700 m de altitude cm media, apresenta-se plana e precede a parte seguintc: a mat a:

A mala e a parte mais elevada, sendo os solos muito ferteis. Descendo para o ocidente, atinge-se a parte do earrasco c das chapadas, estas recobertas de capim agreste. A agricultura e a atividade predominante, sendo a cria^ao pouco desenvolvida. Cultiva-se cm larga eseala: cafe, cana-de-agiicar, ccreais e frutas. Tambem o algodao, existindo as industrias de couros e poles.

b Zona do Sendo Centro Norte

Localizada ao sul da zona do litoral entre a zona da Ibia- paba e a do Baturite, possui condi^oes de transigoes entre litoral, sertao e serra. Nestas, ondc a agricultura e mais apropriada (proximo as Serras de Uruburetama e Meruoca). As culturas de algodao, millio, mandioca, fumo, cafe, ccreais e frutas alem da mamona, a oiticica e a carnauba tern grande importancia eco- nomica. Nos muniefpios meridionais como Santa Quiteria, Ca- ninde, Nova Russas e Tamboril, desenvolve-sc muito a pecuaria. O centro mais desenvolvido da zona c Sobral.

c Zona do Sertao Sudoeste

E a zona menos populosa do Ceara. A criatjao e a atividade mais importante, praticando-se pequena agricultura de consumo local nos vales dos rios. Apenas, o municipio de Crateus possui ferrovia, sendo o restante da zona cortado por estradas carro- caveis.

3.° Distrito Florestal, com sede em Crato e, abrannendo: a Zona do Sertao de Salgado e do Jaguaribe

£ mais elevado que o anterior, sendo mais chuvoxo, rece- bendo anualmente mais de 800 mm de chuvas, em altitude supe-

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Rclatdrio da Excursdo ao Nordeslc

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rior a 200 m. Scus terrains siio muito fcrtcis. sendo a zona mais agrieola quo pastoril. A zona e policultora, sendo o algodao um dos principals produtos. Nos numiefpios limftrofes com a zona do Cariri. cncontra-se lambem a eana-de-ayucar.

b Zona do Cariri

Abrangc o vale do Cariri c a encosta setcntrional da cha- pada do Araripe, sendo bem irrigada. Gramas a sua estrutura gcologica, os solos sao calcareos e bastantes ferteis O Cariri e densamente povoado, sendo a agricultura bem desenvolvida, com im'cio de mudanga dos metodos rotineiros. Produz princi palmente cana*dc*agucar, mandioca, algodao. fumo, arroz e fru- tas. A chapada do Araripe tern cerca de 180 km de comprimento de leste a oestc e a largura media de 40 km. £ const it ufda de are nitos conglomerations, sobre os quais repousa o calcareo dc Santana (arenito inferior), ao qual se sobrepde outra camada de arenitos vermelhos muito ricos cm dxido de ferro. A precipita- ?ao e menor do que nas outras Serras, embora cm alguns trechos atinja media superior a 1.000 mm. O maior adensamen'o da populacao sertaneja e atingido no Cariri.

SELEQAO PREVIA DAS ESSENCIAS MAIS ACONSELHAVEIS PARA O CEARA

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Arquivos do Semico Florestal

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3) OBSERVAQoES REALIZADAS NO CEARA Hdrto Florestal do Sobral

Conta com uma area aproximatla de 600 hectares e esta situado a margem do agude “AYRES DE SOUZA”. Possui ins talagdes apropriadas, mas esta localizado cm solo de caatinga pobre, pedregosa, o epic dificulta sobremodo os traballios.

Neste Horto devera scr realizado, alem da produgao e dis- tribuigao de sementes e mudas, um estudo sobre a “regencragao natural” das esscncias florcstais nativas, entre as quais assinala- mos, de passagem, o joazeiro, o pan branco, a imburana de chciro, sabia, jurema, aroeira e o pau d’arco.

Em razao da inclemencia dos ventos dominantes na regiao devem ser feitas cortinas de “quebra-ventos". para protecao das areas a serem utilizadas.

() solo oferccc manchas variaveis. Sua topografia e leve mente acidentada. A erosao se processa cm grande extensao, proveniente do desmatamento feito ha muitos anos, para atender a formagao de pastos num regime de criagao extensiva alt pra- ticado. Dentro do Horto deverao ser destacadas pequenas areas destinadas a l>ESQUISA FLORESTAL.

Ex-Posto de Criacdo da Produgdo Animal, cm Ubajara

Esta dependencia conta com 64 hectares e esta situada na borda leste da Serra da Ibiapaba, o que Ihe da tambem uma si tuagfio representativa da zona serrana do oeste cearense. Possui boas instalagoes, que podcrao ser aproveitadas para instalagao de uma Estagao de experimentagao florestal. Esta dependencia podera realizar, futuramente uma otima cooperagao com o Horto tie Sobral, ficando assim bem representada a pesquisa do tipo regional, quer nas zonas serranas, quer sertanejas do Norte do Estado,

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Rclatdrlo da Excursao ao Nordeste

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() piano dc pcsquisa dcvera tambem incluir o cstudo do comportamcnto das cssencias locais, j;i cxistentes, cm alguns tu- Ihocs dc cucallpto, murici, candcia, carnc dc vacn, ccdro, pau d'arco, etc.

Na mesma regiao, foram visltados o sttio “Jardim". no mu* niclpio dc Ibiapina, com 4 hectares, plantado cm 1954, com 11.500 mudas dc paraiba. murici e ccdro e o Sr. Jose Lopes Jordao, ondc foi reali/ado o plantio dc 55 mil mudas dc cucalip- los, cm regime dc contrato com o S. F.

A maioria dcste cucaliptal apresenta-sc com 3 anos dc idadc c cm otimo indicc dc crcscimcnto.

Gnu a tie Ubajara

Visando cstudar as possibilidadcs dc aproveitamento, por parte do S. F.. da famosa Gruta dc Ubajara c scus arrcdorcs, a comitiva percorrcu-a cm sua quase totalidadc. Ncssa ocasiao foi a Gruta filmada por Maurfeio Danlas, da TV TUPI, do Rio. Situa-sc ela a mcia cncosta, na vertente leste da Serra da Ibiapaba c e dc formagao caractcristicamcntc calcarca. Tern sua origem no trabalho das aguas que cavaram os sens corrcdorcs c saldcs dc grandcs proporgdes. Constatou-sc que a Gruta e scus arredo- ics. comprccndcndo duas quedas d’agua, dc grande bclc/a, po dcriam scr aprovcitadas para fins recreativos ou turfsticos. () sen aproveitamento total dcpendcria, apenas, da melhoria do accsso por via terrestre, desde Ubajara. O fato dc por all passar a rodo- via Transnordcstina, (que corta a Serra da Ibiapaba, no muni- cipio dc Tiangua), aliado a cireunstaneia dc cstar Sobral, a duas boras dc automdvcl, com otimo campo dc aviagao, rcunc boas qualidades para uma futura atragao turistica. Alias, e fato cons- tatado que ja ha uma ccrta corrcnte turistica para a Gruta. Con siderando assim, o Servigo Florcstal inclina-sc para a criagao dc um Parque National, ali, com que serao preservadas as bclc/.as naturais para a posteridadc,

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Arqulvos do Serviqo Florestal

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POSTOS FLORESTAIS

() Servigo Florestal, no Estado do Ceara, vein mantendo Postos Florestais para atender o reflorestamcnto da regiao. como sejam:

M ecejana

Com uma area do 6. 000 m2, este Posto esta situado nos terrenos litoraneos, logo apos as dunas, com urn solo pobre po rem com lengol dagua disponfvel A agua pode ser captada com moinho de vento dada a constancia dos ventos do Nordcste. As principals especies cm produgao sao, cedro, cajueiro, canafistula. anda-agu, casuarina, eucaliptos, flamboyant, pitanga, pau d’arco etc. A produgao atingiu, cm 1956, a 24.033 mudas c sua distri- buigao foi ate 10.200: Dispoe de instalagoes convenientes. tais como catavento, caixa d’agua, pogo, cercas de arame, casa de resideneia do encarregado, e pequenos abrigos para protegao das mudas. Fortaleza dista 12 quilometros deste Posto. As terras pertencentes a Prefeitura, embora nao doadas, se-lo-ao mais tarde pois esta instituigao acha-se autorizada a fazer a necessa- ria entrega.

Pacajus

Com uma area de um ( 1 ) hectare, o Posto possui identicas condigoes ao anterior. Ja aqui ha o problema da saiga dos solos, estando o lengol d’agua a 6 c 7 metros de profundidade. Embora haja constancia de ventos, nao ha tradigao do uso do moinho de vento. As principals especies cm produgao sao: eucalipto, inga- zeiro, pau branco, tento Carolina, sabia, tamboril, aroeira, cana lfstula, jatoba etc. A produgao, cm 1956, foi 47.000 mudas. sendo distribufdas 35.500. Dispoe de IK canteiros, tanques para ;igua, casa de resideneia, um galpao, ripado, bomba d’agua com motor. Estao em estoque, aproximadamente, 45.000 mudas, eompreendendo, cedro, sabia, eucalipto, algaroba, timbauba, ca- jueiro e outras. As terras foram doadas pela Prefeitura e entre

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Kclatdrio da Excursio no Nordcstc

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jnics ao Scrvigo Florcsitul. O principal problcma do local e o da propaganda florcstal, quc permitira maior vasilo para as mudas produ/idas. () PAsto vein atendendo aos sitiantes no plantio dc suas propriedadcs circunvizinhas.

Russia s

A area dcste Posto e dc um hectare c meio (1,5 ha.). Dispoe de ripado. residencia do encarrcgado, cotavcnto, eaeim- bao e dois tanques d’agua. Esta situado dentro do POSTO AGRO-PECUARIO DO FOMENTO VEGETAL. Teve produ- <,ao de 8.000 mudas e uniu distribuigfio dc 7.000. A principal lungao dcste Posto sera dc fornccer mudas para os proprietarios da SERRA DO APOD1. pois e situado no Vale do Baixo Jagua- ribe, proximo aos contrafortes do APODI. Podera. para o futuro, aumentar sua produgao sent dificuldades.

Limoeiro

A area de 4 hectares do Posto se encontra dentro da area do Vale do Jaguaribc, cm terras de var/.eas. Dispoe de boas ins- talacoes compreendendo eseritorio, ripado, catavento, galpfio de repicagem e grande tanque para 18 mil litros. Os bosques for- mados comprecndem eucaliptos. cedro, angico, flamboyant, oiti. sabia e outros. Sua produfao foi feita de 44.600 mudas, sendo distribuidas 24.600. As terras pertencem ao Servigo Florcstal no Ceara, por doay'ao da Prefeitura local.

Crato

O Posto do Crato esta situado na propria sale da Floresta Naeional, cm Crato. Sua area 6 de circa dc 400 nr e dispoe de ripado, garage, eseritorio, po^o. Sua produ^fio foi dc 29.500 mudas e a distribuigao atingiu a 26.500.

Foi visitada a area que sera ccdida ao Servigo Florcstal, junto ao Servigo de abastccimento d’agua da Cidade. Alt, embora o solo seja muito raso, podera ser levado a cabo um eficiente programa de produgao e distribuigao de mudas, bem eomo o da

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Arqui vos do Scrying Florcslal

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I'ormagao dc um bosque. Ja existcm, alias, na area, talhoes de euealiptos c cssencias diversas, tais como pau d’arco, amarelo, nogueira etc. trabalhos cstes rcalizados pelo Serviyo Florestal anteriormente.

Barbalha

Com uma area de 3.000 nr, este Posto e o exemplo ti'pico de como deve ser um Posto Florestal Permanentc do S. F.: area pequena, instalagoes modestas, porem funcionais, e poucos operarios. O terreno, que foi doado ao Serviy'o Florestal pela Prefeitura local, esta dentro da propria cidade. Este Posto as- sume grande importancia em raziio da sua situagao dentro de uma regiao de grande produgao canavieira. () solo e de aluviao argiloso, riquissimo, possuindo agua a poucos metros de profun- didade, para ser bombeada manualmente. A produ^ao atingiu a 45.000 mudas, sendo distribuidas 30.200. Esta plantado total mente com eucalipto, eedro, timbauba, acacia ferruginea, pau bianco, pau brasil, pau ferro etc. Dispoe de instalagoes como 18 canteiros, casa de encarregado, tanque para agua, ripado, cacinv bao e bomba manual. I hi grande procura de mudas, principal- mente de pau d’arco, cajueiro, eucalipto, jaqueira e pau branco. () estoque e de 4.700 mudas diversas. Este Posto realizou coope ragao com proprietario particular, constante de um plantio de cajueiros de tres hectares e novecentos metros quadrados.

Joazeiro

Com area menor de 9.000 m-, este Posto produziu 44.600 mudas e distribuiu 34.200 esscncias. Situado em terra doada pela Eseola Rural do Munidpio, encontra-se totalmente coberto com eedro, flamboyant, sabia, genipapo, tamarindeiro, tamboril, gro- selha, oitizeiro e outras especies. Dispde de 15 canteiros, dois cacimbocs, um tanque, um ripado, um abrigo de repicagem, casa de residencia e duas outras para escritorio e garage. Alem disto,

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Rclatdrio da Excursdo ao Nordestc

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o Posto rcali/ou cooperagao com particularcs para o plant io do ccrca dc I .000 inudas. l-stc Posto demonslra claramcntc. quo. com pcqucna area, ague suficientc. instalagocs modcstas, urn cncarrcgado c duas pcssoas, trabalhando ordenndamente, podc rao cumprir exatamente sua missao.

MA RANCH A PE ( Aconlo com a Prefeitura)

Com tuna area dc X hectares cm terras doadas pcla Prefei- tura local, cstc Posto funciona cm regime dc Acordo com a Prefeitura local, tendo prodnzido 32.000 mudas c distribuiu 26 000. Foi plantando bosque com urn total dc 10. 150 plantas, comprccndcndo algaroba, cucalipto, canafistula, timbauba, cc tiro, tento Carolina, cajueiro etc. A arborizagao das pragas c mas dc Maranguape foi rcalizada por cstc Posto; que dispde das seguintes instalugocs: residences, caixa d'agua c barreiro (cm obras). As Seri as dc Maranguape e Aratanha cstao complcta- mente recortadas dc propricdadcs agricolas, rcstando pouca co bertura dc mata. Torna-sc ncccssario alcrtar os proprietaries para a formagao urgentc dc bosques dc rendimento cm suas propric- dadcs, hem como o plantio dc mudas mais apropriadas a prote- gao da zona cm que sc achain.

PACO 1 1

Com lima area dc 6 hectares, o Posto produziu 6.300 mudas e distribuiu 6.250 esseneins, plantando-se frutciras diver- cas cedro, algaroba, cucalipto, etc., inclusive ingazeiro, pioprios para cobcrtura dc cafezais. So cm Janeiro do corrente ano, o Posto aumentou sua produgfio para X .000 mudas. Possui 26 canteiros tic alvcnaria urn p6go, uma bomba manual, nm ripado, urn abrigo dc repicagem, uma rcsidencia com cscritorio. O Posto tern apenas 10' ; dc sua area plantada, sendo o restante cm ter- ras acidcntadas que sao cobertas tie capoeiras ralas c capim. () Kio Pacoti, que desagua no Agude Acarapc, (lornecedor dc agua

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A rq u i vox do Servigo Florcxtal

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para Fortaleza), corta as terras do Pdsto. Sua existdneia sc jus- tifiea no sentido dc distribuigao de mudas para a Serra de Baturite (Guaramiranga). quo sc cncontra ja muito devastada. Nesse Posto ou cm Guaramiranga deveria ser instalada uma PoHcia Florcstal, com polo menus urn jeep e cinco guardas, para com- bater as queimadas e a devastagSo nos altos da Serra.

ARACOIABA

Com uma area de 3 hectares, doada pela Prefeitura, vai ser instalado o Posto Permanente, cm terreno de aluviiio. A principal fungao deste Posto sera o de fornecer mudas para arborizagao da cidadc; sem embargo da produgao e distribuigao de mudas para o reflorestamento da regiao. Esta situado a margem do Rio Aracoiaba e com uma parte junto a Estrada de Ferro de Baturite.

HORTO FLORESTAL DA R. V. CEARENSE

Este H6rto, pertence ao patrimonio da R. V. C., sendo uma area de 500 hectares, doada pelo Governo do Estado. Seria de alta convcnicncia sua incorporagao ao S. F., dada a sua situagao e a presenga de macigos florestais, ja formados. Entendimentos ja foram iniciados, havendo boa receptividadc por parte da R. V C Tal Horto se prestaria para a formagao de uma Reserva Florestal que compreendcsse, inclusive, um Posto Permanente I'lorestal.

VIVE1RO FLORESTAL EM FORTALEZA

A Inspetoria do Ceara mantem um viveiro florestal com area de 2.000 m2 para produgao de mudas. cm cooperagao com a Prefeitura local. Nesta area, pertencente a referida Prefeitura, cxiste um ripado, dezoito canteiros nisticos, um depdsito para ferramentas. O trabalho foi iniciado cm novembro de 1956.

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Hsiao scndo produzidas niudas florcstais do cajuciro. casuarina frcijd, pau d’arco, algarobu etc. Na area referida, estao inclufdas as instalagbcs do Servigo Florestal da Prefeitura.

POSTO FLORESTAL DE MORADA NOVA

Neste Posto, quo se encontra bem situado, disp5c-se de area de I hectare, doada pela Prefeitura Municipal, casa de residencia para encarregado ja cm acabamento, casa para escritdrio, cinco canteiros e tanque de alvcnaria para agua, trinta e oito canteiros rusticos para produgiio de mudas. Essa produgiio foi de 15.000 mudas, das quais forarn distribufdas 11.000. Hu portanto uma estocagem de 4.000, scndo as principals de cajuciro e canaffs tula. A area foi rcccbida cm margo de 1956 e pertencia anterior- mente a Floresta Nacional Araripc-Apodi.

POSTO FLORESTAL DE QU1XERAMOB1M

Este Posto, com uma area de 30 hectares, doada pela Pro feitura Municipal, esta situado cm terras de aluviao, a mar gem do Rio do mestno nome. Esta scndo formudo urn bosque para produgiio de sementes, scndo as arvores plantadas no intervalo de 4 x 4 metros. Nao foi obedecido o plantio ent curvas de m'vel. nem se fez barragem de quebra vento. L necessario fazer uni piano para escoamento das aguas, construindo no meio da area uni pontilhao ou um boeiro. Caso contrario, na “enchenie" ha vera perigo de submersao parcial do bosque. Dispde de duas residencias para viveirista; uma residencia para o administrador; um galpao para maquinas, incluindo escritdrio, e dois depdsitos. Est;i todo cercado com oito fios de arame farpado e tern pnrtao de alvcnaria. Tais instalagdes excedem, evidentemente, as neces- sidade de um Posto Florestal Permanente, conforme os padrdes adotados pelo S. F. Dispde aiiula de um ripado, de/ canteiros. de alvcnaria, um tanque para Agua e uma casa de repicagem com

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Arquivos do Scrviqo Florcstal

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deposito para ferramentus. O bosque plantado (3 hectares) com pbe-sc dc lento Carolina, cedro canaffstula, pan d'arco, flam- boyant, algaroba de espinho e euealiptos. A estocagcm de niudas esta avaliada cm ccrca de I 1 .000 mudas.

POSTO FLORESTAL DE 1TATIRA

Com uma area de 4 hectares, estc Posto esta circundado por altos morros cujas altitudes oscilam entre 450 e 500 metros. Sua existencia so sc justifica para a urgentc cobertura dos grotoes da regiao, onde existiam nascentes e para a protegao das mar- gens do agude, alt existente. Dispoc de duas boas casas de vivei- ristas, uni galpao para deposito um escritdrio e uma casa resi- dencial para o administrador. Dada a cxcelencia das instalagoes e do seu acabamento, constituiu surpresa para a comitiva o custo das obras que e o mais baixo possfvel da regiao Aquf, tambem, nao foram obedecidos os preceitos sdbre curvas de nivel. para os plantios que estao projetados no compasso de 4 x 4 metros.

FLORESTA NACIONAE DO ARAR1PE

Com um total demarcado de 35.000 hectares, a Floresta Nacional representa cm media, 8% da area total da chapada do Araripe. Podem os 92% restantes serern destinados para agrieul tura, criagao ou ainda para aumentar a area da Floresta ate

100.000 hectares, o que seria ideal, uma vez. que calculamos a area da chapada em 180 quildmetros, na dire^ao aproximada de 0-L, por uma largura media de 40 quildmetros, ou sejam de

720.000 hectares.

A Serra do Araripe constitui o maior centro dc condensa§ao de umidade do Cariri. E all que se processam as maiores forma- goes chuvosas, causa de grande pluviosidade e fonte dc fertili- dade e rique/.a da regiao.

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Urlatnrin da Kxcursdo (lO Not'd ('sir

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A Comitiva florestal inspccionou detulhadamente os tra- balhos da Florcsta National, verifieando a boa marclm dos mes mos. Aprovou, tambem as medidas de prote^ao adotadus pclu administrate local, convcncidos de epic clas representam provi- deneias acautcladoras dos interesses do S. F.

Foi constatada a grande quantidade de lenha seta cxistcntc. material estc que podera, sent dtivida, ser vendido eomo lenda nacional ou ccdido, gratuitamente, aos lavradores pobres que se situam no Vale do Cariri. A primeira hipbtese scria mais aconsc- Ihavel; contudo, e preciso notar que nao dispomos ainda de uma serraria capaz de atender ao volume dos trabalhos. ncm de pes- soal suficicntc para realizu-los. Com a aquisito t'utura de urn trator c outros aparelhamentos, cm breve se podera dar infeio a esse aprovcitamcnto da lenha existente.

CAP1TULO III ESTAIX) DO RIO GRANDE DO NORTE

Nesta Unidude Federada. fara o Scrvigo Florestal a instala- (jao de mais uma de suas Inspetorias, estando atualmentc as ati vidades florestais condicionadas a acordos com o Estado c Mu- niefpios. A Comitiva teve oportunidade de se avistar com alias autoridades administrativas do Estado. cuja colaboravao c indis pensavel para se levar a cabo uma cficientc Politiea Florestal. nao se encontrado com o Governador, Sr. Dinartc Marins por es tar S. Excia. ausente de Natal na ocasiao. Ficou assentado que, tao logo entre cm vigor o Novo Regimcnto do Servigo Florestal. sera criada a Inspetoria Florestal do Rio Grande do Norte. Em entrevista coletiva a Imprcnsa, forum amplumcnte debatidos os diversos aspectos dos problemas florestais do Estado, decor ren- tes da quase total uusencia de cobcrtura florestal significativa, principalmente no interior onde agem, com inelemencia, os rigores de urn clima semi-arido.

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Arquivos do Scrvigo Florestal

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1) ELABORAgAO DA DIVISAO TfiCNICO-ADMINISTRATIVA DA INSPETGRIA FLORESTAL DO RIO GRANDE DO NORTE

Coin base na ultima divisao territorial do 1BGE, a Comitiva Florestal dividiu o Estado cm ties Distritos Florestais (MARA

2) a saber:

/." Distrito Florestal, com sedc cm Natal c, abrangetulo: a) Zona do Litoral e Mata

Estende-se desdc o limite com o Estado da Parafba, ate o muniefpio de Touros, inclusive, sendo baixa, recoberta de man- gues cm alguns trechos, nunca ultrapassando 200 m de altitude. As chuvas sao abundantes, acima de 1.000 mm anuais. Os princi- pals produtos sao: cana-de-agucar e mandioca, seguindo-se: fei- jao, o milho, a batata-doce e frutas. Pesca abundante cm toda a costa, ondc sc explotam os coqueirais. Pequeno desenvolvimcnto da pecudria e a industria sc limita ao fabrico de rapadura, aguar- dente, agucar, farinha de mandioca. Extrai-se sal cm Natal e Canguaretama.

b) Zona do Agreste

Intereala-se entre o litoral e o sertao, sendo por tanto tipicamente uma zona transicional. A principal atividade e a da agricultura, destacando-se o algodao. A pescaria ja e bem mais desenvolvida que na /ona anterior.

2." Distrito Florestal, com sedc cm Caico c, abrangendo : a) Zona do Centro Norte

Caracteriza-se pela escassez de chuva, cm alguns trechos menos que 600 mm anuais. £ de fraca densidade populacional, sendo os municipios litoraneos mais industriais (sal) que agro pastoris: A principal cultura e, ainda, o algodao (no sul da zona, o algodao moco). O rio Agu propicia a extragao da cera de suas carnatibas e a pecuaria, reduzida ao norte, cresce para o sul.

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34 Arquivos do Serviqo Florestal 1 1

b) Zona do Serido

£ a mais seca do Estado, com precipitagao anual, cm gera!, inferior a 600 mm. Terras cobertas de vegetagao hcrbacca, sobres saindo o capim panasco, com esparsa vegetagao arbustiva c quase ausencia de arvores. Os rios sao pcribdicos e sac inumcras as pequcnas barragens fcitas pelo liabitante local. Destaca-se a zona pela produgao do algodao, o celebre “moco", cjue lende a substituir cada vez mais os rebanhos.

3.° Distrito Florestal, com sede cm Mossord c, abrangendo: a) Zona Oeste

A pecuaria e bem desenvolvida, ai se concentrando os maiores rebanhos bovino e caprino. A principal cultura e o al- godao, encontrando-se extensos carnaubais e oiticicais sendo a cera de carnauba produzida cm todos os municipios. Mossord se destaca pela extragao salincira.

b) Zona Serrana

Situando no sudoeste do Estado, apresenta-se com relevo mais acidentado. acima de 200 m de altitude (com maiores ele- vagoes ainda). As chuvas sao mais abundantes e asscguram me- lhorcs condigoes que nas zonas vizinhas.

Gragas a sua situagao serrana. agricultura apresenta niaior desenvolvimento e, alem do algodao, cultiva-se mandioca, milho, cana-de-agucar e feijao. A pecuaria e bem reduzida, e aprescn ta-se esta zona como a mais densamentc povoada do Estado.

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Arquivos do Serviqo Florestal

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3 03SERVAQ0ES REALIZADAS NO HIO GRANDE DO NORTE Posto Permanente de Natal

Coni uma area do 4 hectares, cm caminho do doagiio pc!a Prefeitura do Natal ao S. F., foi inspecionado, deixando a me- Ihor impressao quanto as suas possibilidades futuras. Nestas areas devera funcionar a sedc definitiva da Inspetoria, devendo ai ser instalado tambem um parque de go/.o publico, aproveitando-se a existencia de um lago natural. O Prefeito local demonstrou grande intcresse para com os assuntos florestais do sou municf- pio, ra/ao porque esperamos, sem diivida, perfeito entendimento entre o executivo municipal e a futura Inspetoria Florestal do Estado do Rio Grande do Norte.

Posto Florestal tie Mossoro

Com uma area dc cerca de 9 hectares, encontra-se locali- zado dentro da propria cidade de Mossoro. O solo e de aluviao riqmssimo e a exceleneia das instala?oes justifiea a razao do acordo existente com a Prefeitura. Esta insiste, entretanto pela manutengao do local como logradouro publico. Existem ah' ri- pado. galpao com escritorio, dois depositos e garage, uma caixa d’agua e tanque para 30.000 litros, um abrigo de repicagem de alvenaria, 32 canteiros de alvenaria. Foram produzidas 26.500 mudas e distribui'das 14.600, havendo um estoque de 20.000 cm mudas de algaroba, eucalipto, cedro, lento Carolina, etc. A area recem incorporada (6 Ha.) esta cm fase de preparagao para ar- borizacao e adaptagao ao parque publico, nos moldes projetados

Posto Tempordrio Tareisio Main

Entre Mossoro e Barauna, foi instalado este Posto para a produgao de mudas de algaroba. Visa-se uma produgao de 50.000 mudas, das quais estao ja plantadas 2.500. O plantio

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Relatdrio da Excurs&o ao Nordestc

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. si. i sendo fcito cm regime de eoopcra<;ao. Como posto tempora- rio e muito intcressantc, visto cnquadrar-sc no novo padrfio do S. I eomo modest fssinia instaluvao riistica, mas podendo aten dcr toda .1 necessidade florestal da propriedude, com a vantagem das mudas produ/.idas no prdprio local.

Serra do Apodi ( Posto de Barauna)

Situado .sdbre a Chapada do Apodi. cm plena regiao de caatinga. onde aflora o caleareo, este Pdsto, com 5 hectares, foi It tap la .Hi .1 dcstinada & FLO

Rl STA NACIONAI.. I eve toda a cooperagao do Governador do Hstado do Ceara de entao, Dcsembargador Faustino do Al- buquerque.

1 sta plantando com algaroba, flamboyant, arocira, ca- juciro, canafistula. tento Carolina e angico. Dispoe de de/ eantci- ros, um tanque para agua. abrigo para plantas. repicagem e se encontra lodo ccrcado com oito lios de arame farpado. Vem funcionando eomo drgao colctor de sememes das cssencias re gionais. Barauna e uma vila que vive intciramente, cm fun?5o da relirada irregular ilas madciras que ainda existem na chapada. A propria localidade apresenta o caratcr de instabilidade prdprio das vilas madeireiras, pois, a retirada desenfreada ilas madciras sem o nceessario controle, nao garante o future da comunidadc. Dentro da propria vila existem seis (6) serrarias; na estrada, que vai a Mossoro eneontra-se de 5 cm 5 minutos uma carro^Q ou um caminhao earregado com estaeas, toros, dormentes etc Per sistindo tal situa^ao. talve/. cm menos de 5 anos Barauna perdera sua importancia e sera abandonadu.

Urge, portanto. a instala(,ao, ali. dc uma sede de patrulha florestal permanente, que auxilie o fortalecimento de uma eco- nomia florestal racional. garantindo a continuidade dc sua in- dustria e estabilidade da sua populat,ao, sempre cresccnte.

Como a Chapada do Apodi compreende terras de posse litigiosa entre os Hstados do Ceara e Rio Grande do Norte, ne

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An/uii a s' do Set neo Florestal

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nlnim deles quer tomar a iniciativa, ficando assim prejudicada a agiio do S. F.

As medidas rnais aconselhaveis, no momento, scriam cstas:

1 Levantamento e dclimitagao da irea a constituir

reserva florestal.

2 Indcnizagao dos bens dos posseiros com a compra

ou desapropriagao das areas ocupadas.

3 Campanha cducacional de natureza florestal, enca

minhada no sentido de demonstrar as populates quo sdmente a perenidade da mata garantira a economia da regiao.

4 Formagao e dcsenvolvimcnto da reserva florestal,

com talhoes para garantia da produgao de semcnlcs.

Posto P lore st al de A(,ii (I {dr to)

O Horto de Agu, tern uma area de 250 hectares, comprecn dendo trechos do leite de urn rio abandonado, inteiramente co- berto de seixos rolados. Abaixo desse terreno, a 50 ou 70 centt- metros de profundidade aparecc um solo de var/.ea excepcional, cm que a umidade e constante. Assim a presenga dos seixos rola- dos nao prejudica os servigos florestais, embora nao seja reco- mendavel para os trabalhos agncolas. A presenga d’agua cm abundancia, cm pogos com 30 metros de profundidade, facilita os trabalhos de nature/a silvfcola. Nada foi notado tie especial que aconselhe a criagao de Estagao Experimental. A area porem, apresenta boas condigoes para a instalagao de uma reserva flo- restal, na qual event ualmente poder-sc-a fazer alguma pesquisa. A situagao tecnica atual do Horto sugere-nos a ideia de que elc passe para jurisdigao da Inspetoria, como POSTO FLORESTAL PERMANENTli. Verificamos instalagoes d’agua, utili/.ando

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Relatdrio da Excursdo ao Nordcstc

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motor diesel, tanques. coixa d'agua, doze cantciros para produ* i;ao dc mudas etc. Os trabalhos de preparo dc campo continuam normalmcntc para complcmcntavao dc ripado c abrigo de repi- cagcrn. A produvuo atingiu a 35.000 mudas c a distribuiffio foi dc 26.000, verificando-sc uma estocagcm de 9.000 mudas flo- restais.

Objetivando ainda a cria^ao dc uma Esta«;ao Experimental no Rio Grande do Norte, a Comiliva pcrcorrcu a regiao eortada pelo Rio A(,-u. Analisou. inclusive, uma area que seria colocada a disposifao do S. F., por doa^ao do clcro de Mossoro. Inspe- cionou tambem outra area junto a cidadc de A(;u, cm companhia do Prefeito local, verificando que sua condi<;ao de varzea nao era apropriada para a criav'ao da Esta^ao, pelo fato de que as varzeas sao terrenos cxcepeionais e nao representam, desse modo. aspecto tfpico mais geral da regiao. Todavia, tal area podcra ser aproveitada para a instalav*ao de uin POSTO FLORESTAL PERMANF.NTE. de grande vantagem para a arbori/.a^ao da cidadc e distribui^ao local de mudas.

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Arquivos do Scrviqu Florcstal

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CAPITULO IV ESTADO DA PARAlBA

A Comitiva Florcstal mantevc contato com as principals autoridades dirigentcs do Estado, sendo do sc salicntar o intc- rcssc dcmonstrado pclo Govcrnador Sr. Flavin Ribeiro c scu digno Secretario dc Agricultura.

Tambem ncste Estado, sera dc alta convenicncia a criagao dc Inspetoria Florcstal, como fator para resolugao dos sens graves problemas florestais, tao logo sc disponha dos recursos necessarios.

1) ELABORAQAO DA DIVISAO TECNICO- ADMINISTRATE A DA INSPETORIA FLCRESTAL DO ESTUDO DA PARAlBA

Como sc procedeu nos outros Estados anteriormentc cstu dados, a Comitiva icsolvcu proccdcr a Divisao, que sera util tao logo haja recursos para scu funcionamento.

Adotando sempre o critcrio base dos /onas gcoconomicas (firmadas pclo IBGE, ficara inicialmcntc a Paraiba dividida en: tres Distritos Florestais (MAPA N.° 3), que sao:

IP Distrito Florcstal, com sale cm Joao Pessoa c, abranactulo: a ) Zona do Litoral

Continuagao do zona do litoral c Mata do Rio Grande do Norte, ncla desaguam todos os rios atlanticos da Paraiba. I nas suas varzeas que reside a atividade agricola, principalmcntc dc cana-dc-agucar, mandioca, algodao, coco c ccrcais. Constitui a area mais chuvosa dos Estados, chegando a sc registrar 1.900 mm anuais, proximo a dcsembocadura dc Mamanguape

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b) Zona do lire jo

Situada no olio da encosta oriental do planalto dc Borbo- rema, com altitude aproximada de 600 m e forte pluviosidade (acima de I .000 mm anauais, cm gcral), mais abundante no outono e no inverno. Os solos sao ricos e outrora a regiao era coberto da exuberante niatas, hoje reduzidas a capoeirocs.

c) Zonas da Caatinga

Situa-sc entre a zona do litoral e a encosta leste do planalto da Borborema, com pluviosidade media entre 800 e I .000 mm anuais. Sujeita embora as secas, scus solos argilosos ricos sao muito aproveitados. Ha tcndcncia para incremento da lavoura algodoeira.

2. ° Distrito Florestal, com sede cm Campina Grande,

e ahrangendo :

a ) Zona do Cariri

Estende-se sobre o planalto de Borborema e e zona de escassas precipitagao (Cabaceiras e o lugar de menor queda plu- viometrica anual do Brasil: 278 mm). A caatinga e xerofitica, predominando cactaceas e bromeliaceas. A criagao e extensiva, cultivando-sc algodao moco e caroa. A zona, todavia, e riquis- sima do ponto dc vista dos rccursos naturais. E a zona menos povoada do Estado.

3. ° Distrito Florestal, com sede cm Pombal e, abrangendo:

a Zona do Sertdo

E a mais ocidental da Paraiba, sendo mais baixa ao norte. Ao Sul c elevada c c atravessada pelas serras que limitam o Estado com o de Pernambuco. Sao abundantes os carnaubais e oiticicais nos limites com o Ceara. A zona e agrtcola e pastoril, sendo o algodao o principal produto.

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Relatdrio do Excurs&o ao Nordestc

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3 OBSERVANCES REALIZADAS NA PARA1BA l/orio Florcsial <lc JoQo Pessoa

Com uma area de 168 hectares, qua sc iutcgralmcntc cobertn ile mutas protetoras de mananciais, apresenta boas condi^dcs naturais e de instala^bes para transformayao cm reserva flores tal. Alias, foi cssa ideia original e para cuja concrcti/a^ao foi a area doada. A transformayao sera feita sem prejufzo de produ- 9§o e distribuiyao de mudas e sementes e ainda com o aprovei inento da Reserva como logradouro publico naturalmcnte ecr- cado, com um bom servi^o de drenagem e possui cinqiicnta e quatro canteiros de alvcnaria. 18 cantciros de scmcntciras rus- ticas e dois abrigos rusticos pora rcpicagem de mudas. C) estoque de mudas existentes e de 310.000. A 16m das instala^dcs acima. dispbe de um predio cm estilo colonial, bem adaptado para cstu- dos. coletas de sementes e trabalhos de bot&nica. Possui galpuo para depdsito de material, casa de administrador. cm vias de acabamcnto, residencia de capata/ e caixa d’agua para 60.000 litros.

Posto Florcsial de Sapc

Possui uma area de 2 hectare, situada dentro do Posto Agro-pecu;irio de Sope. Esta localizado em terras de var/.eas com agua abundante. Nfio dispbe de instala^bes proprias, tendo ape- nas cinco canteiros de alvenaria. Sua produgao atingiu a 50.200 mudas, sendo distribui'das 48.500. Ha aceita^So de cerca de 90r;; dos mudas produzidas, o que patenteia a necessidade do povo em auxflios florestais. Dispbe de grande quantidade de material para a embalagem, guardado sob um grande telheiro rustico.

As mudas de maior procura sao jaqueiras, pan d’arco, sa bia, flamboyant, eucaliptos, algaroba, sucupiru, acficius, etc.

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Arquivoa do Serpigo Florestal

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Posto Florestal tie Campina Grande

Os trabalhos florcstais deste Posto tiverain inicio cm fins cle ano findo. A area cm que sc acha, dc 38 Ha, pcrtence ao Municipio, c c constituida dc terreno levemcntc ondulado, com solo profundo. Esta atualmcnte reservado para os trabalhos da Dirctoria dc Agricultura do Municipio. Dos entendimentos ha vidos com Prcfeito local, ficou acertado cjuc a Prcfeitura tomara as providcncias para doar ao Servigo Florestal um terreno con- tiguo, dc oito a dc/. hectares, destinado ao aumento da area do referido Posto, que tern carater permancntc. Alias esse terreno ja foi escolhido pela propria comitiva. Alem disso, o Prefeito demonstrando alta compreensao dos problemas florcstais, pron- tificou-se a ccder areas dc um ou dois hectares nos distritos cons- titnintes do seu Municipio, a fim dc nelcs serem instalados os Pdstos Florcstais. Os trabalhos se desenvolvem de forma anima- dora, sendo encontrados vinte e oito sementeiras com uma pro dugao estimada cm 350.000 mudas de algaroba, cedro, acacia ciamea oiti, flamboyant, pau d’arco, (roxo e amarclo), angico, genipapo etc. Foram reparadas a casa do operario responsavcl e feitos servigos de adaptagoes cm um galpao de repicagem. O fornecimento d’agua e conseguido por meio de modo bomba, que abastece uma caixa d’agua de 25.000 litros. O lengol d’agua e bastante superficial. Tddas os arvores plantadas apresentam bom dcsenvolvimento, havendo um belo bosque de sabia, com espagamento inferior a 50 centimetros, feitos para experiencia de cobertura de solo e produgao de materia organica. Pela comi tiva foi tambem recomendado o plant io do sabia, joazeiro, e caatingueira. O aveloz e grandemente empregado, cm tbda a zona, como cercas vivas e como Ienha.

Posto de A reia F.seola de Agronomia

Situado dentro da Escola, sob a orientagao direta do Pro- fessor de Silvicultura. Foram construidos varios canteiros rusticos e cinco de alvenaria. A produgao foi de 58.200 mudas, sendo

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distribuidas 57 . 200. A area nao cxcedc a 800 m*. Ncsse P6sto, como nas miiras Eseolas dc Agronomia. o Servigo Florcstal dii apenas pequeno auxilio cm mudas c sementes, pois, os trabalhos dc campo deverao ser cxccutados pelos prbprios alunos, sob a orientagao do rcspectivo Professor. Como observagao, assinala- mos ali quo o plantio mixto de cucalipto com sabia, apresenta otimas condigdcs tecnicas. pois. nao so permitc boa protegiio do solo, como tambem favorccc o bom dcsenvolvimcnto, cm diame- tro c altura, das espdeies consociadas.

Posto /•’ lores! nl ilc M a man, Ritape

Tern o Posto Florcstal 4 hectares, cm terras do Cioverno do Hstado, nao cstando ainda rcgulari/.ada a doagao. Sua area csta situada em terras de taboleiro litoraneo, antigamente cobcrto de florcstas e cm solo de var/ea. £ um Posto que se enquadra bem no padrao de futuros Postos Permancntes do S. F. Dispoc dc talhoes com plantio de genipapo, de tres anos de idade, algaroba. azcitoncira. algodao do Para, castanhola, flamboyant, e llnhas de eucaliptos. Esta prevista uma produgito de 100. 000 mudas do corrcntc ano. Possui predio para escritorio, com cobertura de telho, area para galpao etc. Produ/iu no ano passado 7.000 mu- das e distribuiu 51.000. Tem 52 canteiros. em germina^ao. como ccdro, algaroba, tamboril, arocira, angico, pau d’arco amarelo, bordao de velho, visgueiro e outras. O Posto dispbe, ainda dc um escritorio na cidade de Mamanguapc, designado a receber as mudas florestais, para distribuigfio aos lavradores, nos dias de feira.

Munh ipio <lc Manwnuuapc

A eonvite especial do Dr. Jose Fernandes Lima, deputado estaduul pelo Estado da Paraiba, a Comitiva esteve na Usina Monte Alegre, verificando as condigoes locais relacionadas com problema florcstal. A Usina mantem, expontaneamente, uma

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Arquivos do Scrviqo Florcalal

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rcscrva florcstal coni 125 hectares, ali chamada “sertao/inho”. () Deputado nos informou epic no local denominado Bahia da Traigiio, cm terras dos Indies Pytiguares, compreendcndo mais cinco mil hectares, sob jurisdigiio do Servigo de Protc^ao aos Indios, esta ocorrendo intensa devastagao florcstal. Salientou ainda que essa area csta dentro da zona de ocorrencia natural do “Pau Brasil”, cxistcnte no Estado. O Servigo Florestal l'icou de mandar apurar a situagiio e caso fosse real pediria as providen- cias ou ate mesmo transference dessas terras para o S. F , que ali poderia instalar uma excelente Rcserva Florestal. Informa- edes obtidas no Munidpio de Mamanguape se referent ainda. a existencia de uma grande rcserva de pau brasil cm CAMARA- TUBA, sendo na ocasiao chamado a atengao do Inspetor Flo- rcstal da Paraiba, para o assunto e analisc das providthtcias a serent tomadas.

Posto (lc Alhamlra

Com uma area de 2 hectares, este Posto se encontra a mar gem da rodovia Joao Pessoa Recife. Dispoc de 10 eantciros rusticos uni galpao para repicagem e outro para produgao de torrdes. A produgao cm ntudas foi de 52.500 e a distribuigao de 31.400. Esta representada por ccdro, acacia ciamica, mimosa e Brasil, jaqueira, pau d'arco, araticum, excelente madeira para lenha, eucalipto, sucupira e genipapo. O Posto vein atendendo os reais intcresses da regiao, tendo feito plantios cm propri-eda- des contiguas. O estoque existente vai a 50.000 mudas.

CAPITULO V ESTADO DE PERNAMBUCO

A prcmencia de tempo nao permitiu que a Comitiva per- corresse detidamente este Estado Nordestino porem, em sua ni- pida passagem, procurou-se auferir o maximo de proveito. Tendo com uma das metas, a criagao de Rcserva Florestal em Serra Negra, a Comitiva foi recepcionada pelo Governador de Estado Sr. General Cordeiro de Faria. S. Excia. demonstrou grande in-

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tercsse pcla atividadc dcscnvolvida pelu Comiliva, tcndo oportu- nidadc dc nianifcstar pcla Imprcnsa scu cmpcnho cm prcstigiar as autoridadcs florcstais.

1) ELABORAQAO DA DIVISAO T4CNICO-ADMINISTRATIVA DA INSPETORIA FLORESTAL DE PERNAMBUCO

I£m rcuniao com os tdcnicos florcstais do Estado, a Comi- tiva dividiu o Estado cm 3 Distritos Florcstais (MAPA N.° 4), como segue:

IP Distrito Florcstal, com sede cm Recife c, ahranyendo: a) Zona do Litoral c Mata

Compreende o aspecto costeiro, com sua pesca baseada nos jangadeiros c sua cxplota<;ao dos coqucirais c o aspecto da mata, nos massapes dos vales, ondc os canaviais imensos condicionam a vida rural, dc maneira quase monocultora.

b) Zona do Agreste

Representa a transivao entre o Sertao c a Mata; assim, nao c tao seca como aquclc ncm tao limida quanto csta; nao e tao pastoril como o primeiro, ncm tao agricola, como o segundo. Ai. entretanto, dcscnvolvc-sc uma agricultura mais racional, dcsta- cando-sc, cafe, algodao, milho, feijao c cana-dc-agucar. A pro priedadc c mcnor, embora a popula^ao seja menos densa que na mata.

2.° Distrito Florcstal, com sede cm Pesqueira e, ahranyendo : a ) Zona do Sertao A Ito

E zona montanhosa, com vales limidos e fdrteis verda- deiros oasis no mcio do sertao. Solos sao, a(, muito ierteis. Pro- dutos agricolas mais importantes sao: cafe, algodao e cana-dc- a?ucar, alem dc mandioca e do caroa. F. uma ilas zonas mais

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Relatdrio da Excursdo ao Nordestc

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dcnsamcntc povoudas do scriao pernanibuenno, scndo a pecudria importantc fontc do rcnda. principalmcntc cm Afogados do Ingazcira:

b) Zona do Scriao Haixo

A pec u aria 6 a mais importantc atividadc economica, prin- cipalmcntc a criagao dc bovinos c caprinos. Ha pcqucnas indtis- trias dc bcneficiamcnto c transformagao dc algodao, farinha c mandioca, rapadura c carol

J.° Distrito Florcstal, com scdc cm Salguciro c, ahrangcndo: a) Zona do Scriao do Atari pc

Situada no sope da grande chapada do Araripc. Prcdomina a criagao, principalmcntc caprina. A agricultura c pouco desen* volvida salientando-se a mandioca. a cana-dc-agticar c o algo- dao. Dcsenvolvc-sc continuamcntc a cconomia extrativa do ca- roa. Quase todo o comcrcio c feito com o snl do Ccara dada a dcficicncia dc transportc nesse interior pcrnanibucano.

b ) Zona do Scriao do Sdo Franscisco

O mcio parece o mais seco do Sao Francisco, scndo dificeis tambem as comunicagbes. C) ccntro cconbmico c Petrolina, domi- nando as pcssimas con didoes pcdologicas como solo cristalino desnudo, sem camada aravcl. A unica atividadc da zona e a cria- cno bovina (peduro) c a caprina. Extrai-sc cera dc carnatiba c planta-sc "palma” para o gado. () gado vivc as soltas e as pro priedades, que sao poucas, nao sao demarcadas.

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3) OBSERVANCES REALIZADAS EM PERNAMBUCO HArto Florestal de Saltinho

Loeali/.ado na zona do litoral do Estado dc Pernambuco, o H6rto reprcsenta tipicamcnte esta zona. Alem disso. apresenta:

a) cobcrtura florestal densa de mais de 60% dc sua area (60 ha.), ondc sc podera proccder a pesqui- sas sobrc florestas nalivas.

b) Consideravcl area de csscncias plantadas, fato esse que permitira o cstudo do comportamcnto das csp6cics, cm florestas artificiais.

c) Otimas instances, para administrate e rcsi- dcncias.

Considerando tudo isto, a Comitiva achou conveniente a transformaguo do Horto em Esta^ao Florestal de Expcrimenta- cao. A produgao do Horto e grande e vem atendendo a uma dis- tribuivao equivalent a 700.000 mudas. A sua transformagao em Esta<;ao Florestal nao alterara a parte referentc a produffio de mudas. destinadas aos agrieultores.

Posio Florestal dc Recife

A Inspetoria Florestal. para atender o maior numcro de solieita<;6es esta provideneiando a instalag&o do Posto Florestal cm Recife, na sua propria sede. A produqfio anual sera de 500.000 mudas. Ja dispde de 28 eanteiros para sementeiras de essencias florestais. tais eomo acacia amarela, mimosa, jambeiro, sapotizeiros, oiti/eiros, amendoeiras e muitas outras. Este Posto fara, preferencialmente, produce de plantas, destinadas aos lo- gradouros publieos da eidude. Esta procedendo a montagem de

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material de carpologia, herbfirio c de colegiio de sementes e fru- tos, inclusive urn hem organi/ado moslruario de madeiras cm toras. A produgao no ano findo atingiu a I .200.000 mudas flo- rcstais e a sua distribuigao foi de 700.000. A seca, que atingiu o Nordeste no ano de 1956, muito contribuiu para ocasionar uma rctragao dos intcrcssados nos plantios normais de essencias flo- restais.

Sen a Nc^ra

Esta Scrra csta situada no Estado de Pernambuco a 16 qui- lometros da rodovia Pctrolandia-Arcovcrde, distando 55 quilo- metros de Petrolandia: Trata-se de uma area de condigoes cxcep- cionais, em confronto com a regiao do Sertao circunvizinho. E uma elevagao isolada, cuja area, no topo tem cerca de 100 hec tares, e onde aparecem restos de mata com bastante arvores, tal- vez, remanescentes da mata primitiva. AH foram observadas al- gumas rogas e capoeiras, feitas por posseiros que habitam o ser- tao usam a Serra apenas para suas culturas rotineiras. Ha impe- riosa necessidade de se estabelecer o regime protecionista para a mata existente, seja como padrao das florestas que ali existi- ram; seja para a manutengao do regime d’agua e abrigo da fauna selvagem da regiao, nas ocasioes de grande estiagem. Na entre vista com o Excelentissimo sr. Governador do Estado, ficou accrtada a nomeagao de uma Comissao cpie sera incumbida de proceder ao reconhecimento da area a ser adquirida, levanta- mento das propriedades existentes e expropriagao da almejada Reserva Florestal ja entao sob a jurisdigao do Servigo Florestal

CAPlTULO VI ESTADO DE ALAGOA

A Comitiva teve oportunidade de cruzar em toda a sua ex- tensSo, de leste a oeste, o Estado de Alagoas.

Ja entao, entrava a regiao no periodo das aguas, o que dificultou sobremodo o transito em sua extremidade de oeste.

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tidal brio da Excurs&o an Nordeate

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Iimbora a situavao polftica eslivcsse convulsionada nu ocasiao, u C'omitiva foi rcccbido pclo (iovcrnador do Estado, Sr. Muniz Falcao, a qucm foi cxposta a situa^fto florcstal nordcstinn c as solui'ocs propostas pdas autoridadcs florcstais.

1 ELABORA<?AO DA DIV1SAO TfiCNICO-ADMINISTRATIVA DA 1NSPETORIA FLORESTAL DE ALAQOAS

Embora. atualmcntc. nao haja rccursos para criafSo desta Inspctoria. a Comitiva l lorcstal optou pda clabora^ao da Divi- sao, para quo a nicsma cntrc cm funcionamcnto assim quo so disponha dos mcios neccssarios.

O Estado foi dividido cm dois Distritos ( MAFA N.° 5) a saber:

1 Dhtriio Florcstal, com scdc cm Maccio c, abrcmgendo :

a) Zona do Litoral

Inelui as numcrosas lagoas a quo dovo o Estado sou nomc. Corrcspondc a uma faixa contfnua do tabuloiros toroiarios. limi- tada a tK*sto pda pcneplamcic arquoaria. Aldm da posca, da oxplota^ao do imonsos coquoirais, a zona 6 do canaviais localiza- dos nos vales.

b ) Zona da Mata

Sua estrutura arquoana, aliada a precipitaQao rolativamcnto

abundanto, dada a proximidado do c>ccano, fez dcssa zona a mais

fertil do Estado. Outrora coberta do pujantes matas, substitufdas

polos imonsos canaviais, ainda prtxluz algodao, milho. mandioca,

tcijflo, etc.

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c) Zona do Baixo Sao Francisco

O rio c a( francamente navegavcl e as numcrosas lagoas, formadas nas enchontes, pormitom as lavouras da vazanto. Os

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Rclatdrio da Excursdo an Nordcstc

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cercais, c principalmcntc « arroz, tern grande incremcnto cm produ<;ao. f zona prbspera c dc solos favoravcis a agricultura.

2." Distrito Florestal, com sale cm Palmeiro dos hulios

c, ahran Kendo:

a) Zona Sertaneja

Corresponds a peneplanfcie arqueana de rcldvo suave o regular. Diferencia-sc da zona da mala (tambem formada de ter- renos arqueanos) pcla irrcgularidade do regime pluviometrico. A vida cconomica e sujcita as grandes secas e a zona c lima das mais pobres do Estado. Predomina a pequena propriedude e plan- ta-sc mandioca. feijao, milho, cana-de-a^ucar c algodfio. sendo iccente a introdu(,ao da niamona. A principal atividade e a da criagan, cm regime extensivo dada a pobreza dos pasios.

b) Z.ona do Sertao do Sdo Francisco

0 relevo 6 crisialino e apresenta-se em ondula<,*dcs suaves com alguns morros isolados, de encostas rochosas: os “pfies de agucar". Solos rasos, em clima cada vcz mais seco, a medida que se penelra para o interior. J pouco cultivado o arroz. aparccendo como principal o algodao entre os poucos produtos agricolas Tambem a pecuaria e important? fonte de renda.

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Rclatdrlo da Excurs&o (to Nordtttc

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3 OBSERVANCES REALIZADAS EM A1.AGCAS

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CAP1TULO VII - PARQUE NACIONAL DE PAULO AFONSO

Com uma area calculada cm 16.865 hectares, o Parque Nacional de Paulo Afonso apresentu alguns problemas para o Servigo Florestal,

Inicialmente, deve-se considerar que o unico motivo de as pecto excepcional para just ificar-se, ali, a instalagao de um Parque Nacional reside na existencia e bele/.a das cachoeiras, cuja area esta compreendida cm menos de 10 hectares. Assim sendo, o restante de 16.855 hectares abrange uma vasta regiao de caatinga, densamente habitada por centenas de famflias ali. radicadas, constituindo uma grande vila, atualmentc crismada de "Paulo Afonso" (antiga Vila Poty), sem contar com os aloja

An/uivos do Servian Flores! al

11

68

mentos dos operarios da C. II. !'-• S. I.. que ocupam uina enormo area com monumentais instala<;oes.

Hsta e a situac;ao atual. c|iie nao encontra similar dentro tie uni Parque National, em todo o mundo. Todavia, para atenua-la ou melhora-la, dentro do possivel, tres aspectos particulares fo- ram estudos tninuciosamente pcla Comitiva: I ) locatjao del ini tiva da Sale. 2) Conclusao do Hotel inacabado. 3) Situagao da I lha do Urubu, com o aproveitamento dos proprios nacionais nela iniciados.

I Locacdo Definitive! do Sede

A analise criteriosa da situaq&o geral do P. N., acmia ex- posta, sua relagao com as obras monumentais da Hidroeletrica, hem como o aproveitamento maximo do centro de atragao na- tural do Parque (area das cachoeiras) levaram-nos as seguintes

conclusoes:

a) o unico local em que sc justilica a existencia de uni Parque National e o das quedas tl agua e suas imediagoes. O restante da area do Parque, tomo ja ficou dito, e urn terreno pe- dregoso, de caatinga baixa e seta sent nt nhuma importancia para o fim a que se destina.

I,) Os melhores pontos de observa^ao da area, tin

que se atham, as quedas d’agua, estao na mar gem esquerda do Rio Sao Prantisto. natura. mente que excluida a II. HA DO URURU, de dificil atesso.

u) A referida margem esta situada nas bordas de um alto escarpamento rochoso, originado pelo aprofundamento do Rio, que ali se apresenta em “canyon". Dai, a razao porque o panorama

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1957

Rclatorio da Excurs&o ao Nordestc

(5!)

das qucdas frontcirigas c integral cm dcscorti nio c bclcza.

d) Alem disso, com a conclusao da Ponte sobre a Cachocira dos Vcados. a scr tcrminada breve- mente pelo D. N. E. R., os pontos quc focali- zamos ficarao sendo necessariamentc obrigato- rios para quantos visitem o Parquc Nacional dc Paulo Afonso.

Objetivando a realizayao dcssas consideragoes. a Comitiva adotou, do logo, as seguintcs providencias.

a) Promover o levantamento topografico da mar-

gem do Rio Sao Francisco, do lado dc Alagoas, com a finalidade dc localizar a scdc definitiva do Parquc Nacional dc Paulo Afonso, quc pos- suira um Hotel modesto, com mirantes sobre o rio c as estradas c caminhos indispcnsavcis ao facil acesso.

b) Logo quc concrctizadas as medidas do item an-

terior, as atuais instalagoes da scdc provisoria situadas proximo ao Campo dc Aviagao. ond” cstao marginal e completamcntc dcslocadas das finalidadcs do Parquc, scriarn crigidas cm fu- tura sub-sede do Parquc Nacional dc Paulo Afonso c ccntro dc irradiagao do Posto Flo- restal.

2 Conclusao do Hold Inacabado

Depois da visita c inspegao cuidadosa do local cm quc acha o arc a bou go do futuro hotel do Parquc Nacional dc Paulo Afonso e do exame detido dos aspcctos dcssa questao. a Comi- iva chcgou as seguintcs conclusoes:

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Arquivos do Scrviqo Florestal

11

1 ) () si'tio cscolhido para a instalagao do rcferido Ho

tel e imprdprio, nao so por distar consideravelmcnte da area das cachoeiras, das instalagdcs da hidrocle- trica, mas tambem por se achar encravado cm uni verdadeiro promontorio, muito a jusante de Paulo Afonso.

2) Alias, o local primitivamente cscolhido pcla comis-

sao dc estudos, para a localizagao do Parque era o ideal, pois ficava situado justamente na margem alagoana. vis-a-vis a cachoeira de Paulo Afonso, no mesmo local agora cscolhido pela Comitiva para a scde definitiva do Parque. Por informagao colhida, soubemos que injungbes pollticas poderosas na epoca forgaram a construgao desse Hotel em ponto indesejavcl. Diante do fato concreto, a Coinitiva julga de bom alvitre abrir mao inteiramente desse futuro Hotel, pois, o S. F. nao tem ncle o menor interesse para o fim a que o destinara.

3) Situaqao da I Ilia do Urubu e do aproveitamento dos proprios do Parque nela iniciado

A Ilha do Urubu situa-se logo a jusante das quedas de Paulo Afonso, constituindo inn otimo mirante das belezas natu- ral c quedas d’agua exisientes. Todavia, a sua comunicagao com o continente constitui serio obstaculo, dado que com o sis- tema de barragens do Rio Sao Francisco, efetuado pela C. H. F. S. F. a llha tornou-se isolada e inacessfvel. A precaria comuni- cagao, anteriormente existente, ficou anulada resultando disso a impossibilidade de se terminar as obras iniciadas. E necessario, portanto, rcstabelecer-se a ligagao entre a ilha e o continente. para que se possa tomar quaisquer outras providencias no sentido de aproveitar-se o que ja esta feito, adaptando-se as construgoes inacabadas par outras finalidades, como alojamento de turistas e visitantes, restaurantes etc., o que se podera conseguir mediante

1957

Relatdrio da Excurs&o ao Nordcstc

71

pequenas alteragoes no piano das obras. A grande proximidade das cachoeiras tornam a ilha impropria para residcncia definitiva de qualqucr funcionario e ainda mais para a instalagao de depb- sitos e almoxarifados, dcvido ao alto grau de umidade Para so lucionar o problema, a Comitiva elaborou as seguintes sugestoes-

a) Entendimento com os dirigentcs da Hidroele-

trica para a construgao de uma linha teleferica. ligando a sede da C. H. E. S. F. a Ilha do Urubu. O transito de visitantes estara assim resolvido, pois para isso dispbe o S F. de ere dito suficiente este ano.

b) Autorizagao do Sr. Ministro para que sejam

feitas as alteragoes e aproveitados os proprios nacionais existentes de acordo com as suges- toes feitas.

c) Obter do D. N. E. R. ou C. H. E. S. F. estudos

e projetos de ponte ligando a Ilha do Urubu a margem alagoana, em lugar convenicnte. Fi- cara assim completo o circuito de total aprovei- tamento do sistema Cachoeira de Paulo Afonso Ilha do Urubu lnstalagoes do C. H. E. S. F. Vila de Paulo Afonso Campo de Aviagao Ponte da Cachoeira dos Veados Sede definitiva do Parque Cachoeira de Paulo Afonso.

O Parque de Paulo Afonso, dispbe de 4 residences de ser- vidores, 2 galpoes para garage e depositos, escritorio, ripado, al- moxarifado, dique para lavagem de carros e cereas para protegao da flora regional. As instalagoes sao bem aeabadas, sblidamente construidas e se encontram razoavelmente mobiliadas. Tbda a area do Parque se acha delimitada por mareos de pedra. Na

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Arquivos do Serviqo Florestal

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Estrada quo vai para o Estado do Pernambuco e Uahia ex is to uma grande placa indicadora, tendo ao lado uma rcsidencia para Guarda Florestal.

CAP1TULO VIII ESTADO DE SERGIPE

Tal como procedeu cm todos os Estados visitados, a Co- mitiva avistou-se com o Governador do Estado, Sr. Leandro Maciel com quo manteve proveitoso contato, debatendo-se os varios aspectos dos importantes problemas florestais.

1 ELABORAQAO DA DIVISAO TECNICO-ADMINISTRATIVA DA INSPETORIA FLORESTAL DE SERGIPE

Scguindo ainda o mesmo critcrio do planejamento previo para as futuras atividades, tambem para o Estado dc Scrgipe, a Comitiva Florestal eloborou sua Divisao, objetivando descentra- lizar a futura Inspetoria Florestal a ser instalada assim que os recursos o permitirem.

O Estado possuira, inicialmente, dois Distritos que scrao (MAPA N.° 6).

IP Distrito Florestal, com sale cm Aracajti c, abrangendo : a) Zona do Litoral

Corresponde as terras baixas quaternarias e e limitada a teste polos tabuleiros terciarios. A zona esta sofrendo intensa sedimentagao, e cm todos os trechos inferiores dos rios desenvol vem-se extensos mangues. Alem dos imensos coqueirais, a cana- dc-agucar, a mandioca e o milho se apresentam com importantes produgoes. Junto ao Sao Francisco, o arroz e o principal produto agrfcola.

b)

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Arquivos do Servico Florestal

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2.° Distrito Florestal, com sede cm Itabaiarui e, abrangendo : a ) Zona do So ldo de Sdo Francisco

£ cm tudo semclfiantc a zona do mesmo nomc do Estado de Alagoas. O algodao, milho c mandioca sao cultivados nas margens do Sao Francisco, o arroz c a pcsca abastecem a popu- !agao pouco densa:

b) Zona Oeste

Do litoral para o interior vao diminuindo as precipitagoes e esta zona apresenta 700 a 1.100 mm anuais. Constituida de tcr- renos de origem variada, predominando os solos de rochas ar- queanas ou permianas e silurianas. As linhas de relevo sao suaves destacando-se apenas pequenas serras isoladas, a cana e substitin'da pelo argodao, feijao, mandioca e milho. Nos trechos mais aridos predomina a criagao de gado, com pequenas rogas de milho ou mandioca, plantadas durante a estagao chuvosa.

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SELEgAO PREVIA DAS ESSfiNCIAS FLORESTAIS MAIS ACONSELHAVEIS PARA O ESTADO DE SERGIPE

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6) Genipapo Genipa americana, L. . . Construcao geral, esculturas, coronha de ar

mas, palitos, etc.

SELECAO PREVIA DAS ESSENCIAS FLORESTAIS MAIS ACONSELHAVEIS PARA O ESTADO DE SERGIPE

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Arquivos do Serviqo Florestal

1]

3 OBSERVANCES REALIZADAS EM SERGIPE Posto Florestal <le Itabaiana

Esta sltuado cni pequcna area, posta a disposigao do S F., pelo Posto Agro-pecuario da D. N. I’. V. A regiao e de agricul- t ura, mas ha apreciavel procura de mudas de cssencias florestais. O S. F. encontra ah' todo o apoio e colaboragao daquela unidade do Ministerio da Agricultura. A procura foi de 53.000 mudas. sendo distribuidas 48.000. As principals espeeies foram ficus, acacia chuva de ouro, adenantera, tamara, oiti, sabia. genipapo, amendoeira e. de prefercncia, eucalipto. Possui oito canteiros de sementeiras e dois canteiros de ficus.

Resesva Florestal de Nossa Sen liora das Dores

Tem uma area de 239 hectares. Pertence ao Governo do Estado e apresenta cobertura florestal rasteira, sub arbustiva, com exemplares arboreos, entre eles o cajuf, cajueiro, algu- mas sucupiras, juremas, candeias e outras. A maior parta da area esta localizada a beira de uma lagoa, em pleno tabuleiro, e e servida nor excelente rodovia que Ihe serve de frente. em eerca de uni e meio quilometro de comprimento. Ultimada a doagao pelo Estado, o S. F. declarara a gleba como uma Reserva Florestal, de acordo com o planejamento elaborado no proprio local. Nela havera tambem um Posto Florestal Permanente, que distribuira mudas diversas especialmente de eucalipto, tento Ca- rolina e sabia. Ja existe no local um grande galpao rust ico, que sera destinado ao abrigo e repicagem de mudas.

Horto Florestal de Ibitra

Em razao de sua excelente instalagoes, e da representagao tfpica da regiao litoranea, que estende desde o Reconcavo baiano ate Pernambuco, o Horto Florestal de Ibura, se nos apresentou

1957

Relator io da Excursdo ao Nordeste

7!)

otimas condigocs para ser transformado cm Estagao Florcstal de Experimentagao. £ quc tcm a vantagem dc possuir re- gular floresta nativa, hem como varies talhocs dc esscncias flo- rcstais, ja formados c cm formagao. Dcstacam-se, entre estes os dc pau dc jangada, azeitoneira, pan Brasil, ipc amarelo, cedro cucalipto e outros. Tera, assim, a futura Estagao um horn campo para observagao c experiencias tecnicas, cm florestas naturais c artificiais. Tern area de cento c cinqucnta c dois (152) hectares. £ intercssante apresentar uma boa mina dagua cm local aprazv vel, ondc projetam o Governador do Estado c a diregao do 1 lot to, com a aquiescencia desta Diretoria, instalar alt, cm area sepa- rada, um logradouro publico com Balncario, o quc muito facili- tara o dcsenvolvimento da Campanha de Educagao Florestal nos lugarcs vizinhos. O Horto produziu 900. 000 mudas cm 1956, sendo distribu Idas graluitamente as de cucalipto e cobradas a razao dc Cr$ 1 ,00 as outras.

CAPITULO VIII ADENDO (CRUZ DAS ALMAS.

BAHIA)

Cumprindo expressa recomendagao do Sr. Ministro da Agricultura, no sentido dc quc a Comitiva Florcstal fosse ate Cruz das Almas, Bahia, e tendo-se cncerrado dc modo satisfato- rio, todo o programa dc sua viagem normal, transportaram-se os tecnicos florestais da Comitiva ate o Nordeste bahiano. com o objetivo de cstudas a situagao dc uma pequena area dc matas, ainda existentes, no Municipio dc Cruz das Almas Bahia. A referida area, quc pertence ao I nstituto do Fumo (2/3) c park a particular ( 1/3), esta situada nos arredores da cidadc dc Cruz das Almas e coberta com rcmancscentcs dc mata quc outrora cobria a regiao. Segundo afirmativa pessoal do Secretario dc Agricultura da Bahia, o S. F. podera contar com a cessao defini- tiva da parte pertcncente ao Instituto do Fumo, sob sua diregao. Quanto a outra pertcncente a particular, o Dr. Lauro Passos, pessoa interessada no assunto, ficou dc entrar cm contato com o

.-1/7/ // i vos do Her vivo Florestal

11

SO

proprietario no sentido do dele obter uma proposta ra/.oavcl de venda ao S. F., se assim achar convenicnte. A Comitiva julga, entretanto. quo para evitar grande despesas para o Governo Federal, com a aquisigiio da area particular e manutengao per- manente da reserva florcstal, talve/, fosse de mais conveniencia tjne ela ficasse a cargo do Instituto Agronomico do Leste, sob a orientagao do S. F.

ANEXO 1

Programa Esquematico e Roteiro da Viage m ESTADO DO CEARA

Dia 7- 2 (Quinta) Viagem aerea Rio-Fortaleza.

8- 2 (Sexta) Reuniao com os tecnicos florestais do Ceara

para discussao dos pianos dc trabalhos para 1957.

9- 2 (Sabado) Visita ao Governador e entrevista a Imprensa.

3.a Exposiqao Florestal Nacional (Fortaleza)

Dia 10- 2 (Domingo) Inauguragao da Exposigao.

11-2 (Segunda) Trabalhcs na Exposigao.

a) Palestras.

b) Projegao de Filme,s, etc.

I Zona da Sena de Ibiapaba

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Dia 12-2 (Terga) Viagem de Inspetoria a Serra da Ibiapaba

a) Viagem para Sobral.

b) Almogo no Horto Florestal.

c) Inspegao no Horto.

d) Dormida no Horto.

Dia 13- 2 (Quarta) Inspegao a Reserva de Ubajara.

a) Viagem para Ubajara.

b) Inspegao a Reserva.

c) Almogo em Ubajara.

1957

Relatorio da Excursao ao Nordcste

81

Dia 14- 2 (Quinta) Visita k gruta do Ubajara (Verificagao da pos- sibilidade de criagao de Reserva ou Parque Nacional na Regiao) .

a) Viagem para Gruta.

b) Almogo farnel na Gruta.

c) Regresso a Sobral.

d) Dormida no Horto de Sobral.

Dia 15- 2 (Sexta) Regresso a Fortaleza.

a) Almogo em Irauguba ou Itapage.

b) Continuagao da viagem ate Fortaleza.

Dia 16- 1 (Sabado) Trabalhos na Exposigao Florestal, pelos T6c- nicos da Comitiva.

Dia 17- 2 (Domingo) Preparativos para a viagem a zona Jagua- ribana e do Cariri.

II Zona Jaguaribana Dia 18- 2 (Segunda).

a) Viagens de Inspegao ao Posto de Messejana.

b) Inspegao do Posto de Pacajus.

c) Viagem para Russas.

d) Inspegao ao Posto de Russas.

e) Almogo em Limoeiro.

f) Inspegao ao Posto de Limoeiro.

g) Viagem para Parada Nova.

h) Inspegao ao Posto de Morada Nova.

i) Regresso a Limoeiro.

j) Dormida em Limoeiro.

Ill Zona do Cariri

Dia 19- 2 (Terga) Viagem para o Crato.

a) Almogo em Ic6.

b) Continuagao da viagem.

c) Dormida em Crato.

2)2

Arquivos do Serviqo Florestal

11

Dia 20- 2 (Quarta) Inspegao a Floresta Nacional do Araripe.

a) Viagem para a Floresta.

b) Inspegao dos pontos mais importantes.

c) Almogo na casa grande da Floresta.

d) Continuagao da Inspeguo. d) Regresso a Crato.

f) Dormita em Crato.

Dm 21-2 (Quinta) Inspegao aos Postos Florestais de Barbalha e Juazeiro.

a) Inspegao aos Postos.

b) Almogo no Crato.

c) Inspegao as principals fontes dagua da Chapada do Araripe:

d) Regresso ao Crato e dormida.

Dia 22- (Regresso de Crato a Fortaleza, via aerea).

Dia 23- 2 (Sabado) Inspegao aos Postos Florestais de Pacoti e Maranguape.

a) Almogo em Guaramiranga.

b) Volta por Baturite.

Dia 24- 2 (Domingo) Preparagao para a viagcm a zona central norte.

IV Zona Central

Dia 25- 2 (Segunda) Viagem terrestre para Quixeramobim.

Dia 26- 2 (Terga) Inspegao ao Posto Florestal.

a) Regresso a Fortaleza, com Almogo em Caninde.

Dia 27-2 (Quarta) Preparagao para viagem ao Rio Grande do Norte.

ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE 7 Zona Litoranea

Dia 28 2 (Quinta).

a) Viagem aerea de Fartaleza a Natal.

b) Visita ao Governador, assinatura do Acordo com a

84

Arquivos do Scrvico Florestal

11

d) Almbgo cm Areia.

e) Inspegao ao Posto Florestal de Areia.

f) Regresso c dormlda em Joao Pessba.

Dia 8- 3 (Sexta).

a) Inspegao ao Posto de Guarariba.

b) Inspegao ao Posto de Mamanguape.

c) Almogo em Joao Pessoa.

d) Dormida em Joao Pessoa.

Dia 9- 3 (Sabado) Viagem terrestre para Recite.

10- 3 (Domingo) Descanso.

11-3 (Segunda) Visita ao Governador e estrevista a im-

prensa :

Dia 12-3 (Terga) Viagem para Saltinho.

a) Almogo.

b) Continuagao da Inspegao.

c) Reuniao dos Tecnicos e discussao dos Pianos de Trabalho.

d) Dormida em Saltinho.

Dia 13- 3 (Quarta) Viagem terrestre para Maceio.

a) Almogo em Maceio.

b) Visita ao Governador e entrevista a Imprensa.

Dia 14- 3 (Quinta) Inspegao ao Hbrto de Maceio.

a) Dormida em Maceio. a) Dormida em Maceio.

Dia 15- 3 (Sexta) Viagem terrestre para Paulo Afonso.

a) Almogo em Palmeira dos Indios.

b) Dormida em Paulo Afonso.

1957

Relaldrio da Excursao ao Nordcstc

85

Dia 16- 3 (Sabado).

a) Inspegao ao Parque Nacional.

b) Entendimcnto oom a CHESF. para a construgao do Hotel.

c) Dormida em Paulo Afonso.

Dia 17- 3 (Domingo) Viagem para Serra Negra.

a) Inspegao a area a ser reservada.

b) Almogo Farnel em Serra Negra.

c) Dormida em Paulo Afonso.

Dia 18- 3 (Segunda) Viagem terrestre para Aracaju.

a) Almogo em Itabaiana.

b) Inspegao ao Posto Florestal.

c) Prosseguimento para Aracaju.

d) Dormida em Aracaju.

Dia 19-3 (Terga) Visita ao Governador e cntrevista a Imprensa.

a) Almogo no Horto de Ibura.

b) Inspegao ao Horto.

c) Dormida em Aracaju.

Dia 20- 3 (Quarta) Viagem ao Interior.

a) Inspegao ao Posto N. S. das Dores. (Em insta- lagao) .

c) Dormida em Aracaju.

Dia 21- 3 (Quinta).

a) Viagem aorca para Salvador.

b) Viagem terrestre para Cruz das Almas.

c) Visita a reserva da Mata do Cazu/.a.

d) Dormida em Salvador.

c) Visita a reserva da Mata do Cazuza.

d) Dormida em Salvador.

Dia 22- 3 (Scxta).

a) Regresso ao Rio.

O EUCALIPTO EVOLUCAO DE SUA EXPLOT AC AO (*)

WOLFGANG HERZOG (**)

INDICE

I INTRODUgAO 89

II MfiTODOS ECON6MICOS: 93

a) Generalidades ; 93

b) Mancjo florestal com regime de talhadia

(curto turno, para produzir lenha) ; 94

c) Manejo florestal com regime de alto fuste longo

turno para produzir madeira, com subproduto lenha) ; 96

d) Comparaqao dos regimes re manejo florestal . .

III ALTERAgAO DO MANEJO FLORESTAL COM RE-

GIME DE TALHADIA SEM INTERROMPER A PRO- DUgAO DE LENHA 103

IV _ PRODUgAO DE LENHA SEM CORTE RASO 105

V R ENTABILD A DE 109

VI MEDIDAS PARA INCREMENTAR O ACRESCIMO FJ O VALOR DAS DIVERSAS ESPECIES MEDIAN- TE A SELEgAO L12

VII POSigAO DO EUCALIPTO NO REFLORESTAMEN-

TO DO FUTURO . 120

1VII SOLUgAO DOS PROBLEMAS DO EUCALIPTO

PELA COLABORAgAO 122

IX TABELAS D ECRESCIMENTO PARA A ECONO-

MIA RACIONAL 123

X TABELA GRAFICA DE CRESCIMENTO 131

(**) Hngenheiro florestal aleinAo, eontratado pelo Ministdrio da Agrl- cultura, al.ualmcnte na Se^ao de Pesquisas do Serviqo Florestal do Ministdrio da Agricultura.

(*) Traduzido do alemdo por Dom Bento Josd Picket

1 !).r)7

W. Herzog : O Eucalipto

80

I INTRODUCAO

Falar dc eucalipto no Brasil sem mencionar Navarro dc Andrade, seria o niesmo que discutir sobre aeronautica sem sc referir a Santos-Dumont. Ambos cram grandes pioneiros na sua especialidade e, apesar do grande resistencia do meio. eram ini buidos da vitoria da sua ideia e vitoriosos no exito da sua cam- panha. Ambos foram utilfssimos a sua patria. Santos-Dumont, o pai da aeronautica, e Navarro de Andrade, o pai da cultura do eucalipto.

Sem Navarro de Andrade nao haveria atualmente cultura de Eucalipto no Brasil, e as consequencias para a evolugao da industria, sem outro combustivel senao lenha ordinaria c carvao de madeira, seriam catastroficas. Nao so poderia mais falar em defesa das nossas reservas florestais contra a derrubada total. Os interesses da industria das estradas de ferro, avidas de combus- tivel, e de lenha para os fogoes, sao para o Brasil problemas tao vitais que, para satisfaze-los, ninguem se poderia opor a sempre novas devastates das nossas matas com todas as suas tristes consequencias, Para ter uma pequena ideia dos gastos enormes de lenha, quero apontar apenas as eifras publicadas pcla 5.a Ins- petoria Regional Florestal do Ministerio da Agricultura sobre o eonsumo de lenha pelas Usinas Siderurgicas de Minas Gerais. O eonsumo diario de lenha e de 10 mil m3, o que exige a derm bada de 35 hectares com matas. O eonsumo anual exigiria o eorte raso de 12.800 hectares de matas nativas.

Navarro de Andrade, o finado Diretor do Servigo Florestal da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, era nao somentc um eminentc silvieultor e pesquisador, mas tinha uma larga visao eeonomica e desenvolvia um trabalho sistematieo como so o tem os grandes capitaes da economia. Entre os “grandes homens do Brasil” nierece a sua memoria um lugar especial e a Campanha de Educagao Florestal deve empenhar-se para perpetuar entre as geragoes vindouras do Brasil o nome dessc esclarecido silvieultor

90

Arquivos do Semico Florestal

11

do Brasil quo tinlia tambem no exterior uma reputagao firmada como teenico florestal.

Sobre os alicerces dos resultados de suas inumcras experien cias continuamos nos a construir. Sua obra e continuada pelo sen sobrinho A. Navarro Sampaio que, por sua ve/., e otimo conhc cedor do eucalipto e grangeou tambem grandes meritos na cul- tura dessas essencias. A questao do eucalipto que atualmente e da maior importancia e um problema nacional e nao pode ser mais tratado como problema particular. Cada eidadao, intere.; sado na conservagao das florestas nativas e na recuperagao dav areas extensas desmatadas e devastadas, tern a obrigagao de aju- (iar a colaborar.

Toda a economia, qualquer que seja, evolui. Temos exem- plos disto na industria, na agricultura, nos servigos de transporte e nos demais ramos da economia nacional. A mesma evolugao sofre a silvicultura. Nao ha parada no progresso. A silvicultura marcha constantemente e o que foi moderno ha 50 ou mesmo 30 anos, ja e ultrapassado nos tempos atuais. Outros proeessos mais racionais substituiram os antiquados, porque dao resultados me- Ihores e mais altos. A finalidade da silvicultura e: conseguir a maxima colheita, do melhor produto, no menor lapso de tempo, sem que a produtividade do solo diminua.

O mesmo principio vale tambem para a explotagao do eu- calipto. Tambem neste particular deve haver evolugao, porque ninguem pode contentar-se com os resultados obtidos por pro- cessos agora obsoletos mas que eram modernos ha 30 ou 50 anos. O eucalipto tern tamanha importancia nao so por causa da ra- pidez do crescimento, mas tambem pelo fato que, num turno curtissimo de 20, 25 ou 30 anos, produz massas incrivelmente volumosas de uma madeira otima que tern emprego universal, tornando-se de grande valor para o proprietario e para toda a economia nacional. Se bem que a economia brasileira exija enor mes quantidades de lenha e carvao vegetal, nao devemos conten tar-nos com a produgao apenas, de lenha, porque esta e o pro duto infimo e mais barato da produgao silvicola. Quanto mais

1957

W. Herzog: O Eucalipto

91

variada a produgao dc madcira, tanto maior o valor. Sc essa pro- dugao podc ser estimulada e aumentada, pcla formagao de fustcs grossos c de alta qualidadc, o lucro sera para o proprictario cx- traordinariamente grande. A economia deve utilizar-se, ate ao extrcmo. de todas as possibilidades, que na explotagao do Euca- lipto podc ser uma rcalidadc.

Desdc o irricio houve adversaries do eucalipto no Brasil c ainda nos tempos que corrcni, sao eles numerosos por causa do dessecamcnto do solo causado pelo eucalipto. A discussao sobrc este assunto ainda nao foi cnccrrada. Esta questao interessou-me desdc os primciros dias dc minha estada no Brasil c tenho ten tado csclarecer, em inumeras investigagoes, esse problema muito importante para a economia. O resultado a que cheguei e o sc- guintc: nao e o eucalipto que seca o solo e sim unicamente o regime de talhadia, para a produgao da lenha.

Ja a flora de sub-bosque de cucaliptal nos da a prova dcsta assergao. A flora espontanea, ainda exuberante (confornie as condigoes do solo respectivo). Apos o l.° corte, altera-se espe- tacularmente no seu aspecto e associagao depois do 2.° corte, enquanto nao sc pode mais falar, na maioria dos casos apos o 3.° corte, de uma flora dc sub-bosque. Apesar dc ter-se formado um sistema radicular extenso c profundo apos o 1 corte raso a soca nao da mais a mesma massa cm lenha que no I turno, para nao falar no 3.° que apenas da fraca produgao.

O eucalipto e uma essencia dc crescimento ultra-rapido que nccessita, no cstado juvenil, dc cnorme quantidade dc agua c sais nutritivos, muito mais que as dc crescimento demorado. £ um fato conhecido c sempre de novo provado pcla cicncia que o crcs- cimento dc cada essencia e pior no primeiro tergo da sua vida para, entao, diminuir. Reprcsentando graficamcnte esse fato. obtcm-sc uma curva que sobe no prinepio, ate grande altura para cm seguida tomar uma posigao obliqua e, no ultimo tergo, se- guir paralelamente a horizontal. Na epoca de maior crescimento a arvore tambem tern o maior consumo de agua e sais nutritivos que extrae do solo. Bela diminuigao desse consumo, nos perio

92

Arquivos do Scrviqo Florestal

11

ilos postcriores tie crescimento e pelo incremento da restituigao dos princfpios nutritivos pelas Idlhas caidas e da sarapueira, o cquillbrio rcstabele-se e a fertilidade do solo renova-se. Por con- seguintc, se o proprietario langa mao desse sistcma de cxploragao e da faculdade do eucalipto de se regenerar pela soca, com o fim de conseguir, nestes turnos curtlssimos, o maximo de produtos, arruina o solo com prejufzo da futura produgao, porque cm pouco tempo vai diminuindo a energia do crescimento o qual mesmo, acaba estacionario. O solo nao tern mais a possibilidade de res- taurar-se quando esgotada a sua capacidade cm agua e sais. Quc esta tcsc c cxata mostram os povoamentos de 25 c 30 anos de idade quc ostentam rica c variada flora adventlcia, formando sub-bosques de plantas herbaceas c lenhosas, especialmentc de leguminosas que melhoram o solo.

As tabclas de crescimento que elaborei apos inumeros cstu- dos e investigates confirmam plenamente a tesc supra. Excmpli- ficando, o acrescimo anual do eucalipto saligna e o seguinte, ex- presso em por cento:

na idade de

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5 anos

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anual

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6% 0 0/„

Caso fizermos o corte do eucalipto no 7.° ano, como c de praxe ncste sistema de explotagiio para lenha, a intervcngao e feita justamente na epoca de maior crescimento. Sendo este corte repetido mais duas vezes em seguida, e facil calcular as conse- quencias catastroficas desse regime para o solo.

£ com certeza este fato que chamou a liga tantos adversa- rios do Eucalipto. E naturalmcnte um erro atribuir ao eucalipto

1957

W. Herzog: O Eucalipto

93

a culpa dc esgotar o solo, quando do fato a culpa cabe ao sistema de explotagao. Insisto cm declarar quo, ncsta epoca dc refloresta- mcnto c recuperagao dc enormes areas devastadas o eucalipto c a essencia mais prcciosa c o sera tambem no futuro. E torno a afirmar que devemos fazer tudo para introduzir sistemas dc ex- plotagao que, nao so nao csgotem c empobressam o solo como tambem melhorem-no cm sua capacidade dc reter agua, c, cm tur- nos um pouco mais longos, deem urn nniltiploem madeira do que os cortcs rasos podem dar.

Por ocasiao do Congresso dc eucalipto convocada pcla FAO cm Roma apareceu numa publicagao a notfeia dc que o Brasil possui uma area de 400 mil hectares com eucalipto, o que llic da o primeiro lugar no mundo. E um louvor para o Brasil que, so Ini poucos decenios, comegou a cultura dessa essencia. Encerra tambem o reconhecimento da obra dc Navarro de Andrade, cujos esforgos tiveram resultados estupendos cm tao curto tempo. Mas nessa honra esta inclm'da tambem um grande dever, tanto para os proprietaries como para o governo: o de evitar, para o futuro, os erros cometidos na explotagao cm curto tuino; c. introduzir o regime proprio as exigencias desta essencia prcciosa e que ga- ranta a cconomia brasileira o nniximo rendimento cm madeira. no prazo mais curto.

II METODOS ECON6MICOS

a) Generalidades As publicagoes de Navarro de An drade, A. Navarro Sampaio, Mansueto E. Koscinski e muitos ou- tros autores orientam bem sobre a exccugao dos trabalhos de criagao de mudas e do reflorestamento com Eucalipto. Os meto- dos preconizados, porem, podem ser melhorados ainda, a fim de reduzir as despesas. Esse mclhoramento consiste, quando se trata de areas grandes a serein reiiorestadas, na mecaniza^ao ou na sistematizagao do trabalho. Pode ser de grande valor tambem a solugao do problema da epoca do plantio definitivo. E necessario resolver qual a melhor epoca do plantio, a

94

Arquivos do Serpigo Florestal

11

da primavera (Outubro-Novcmbro) ou a do outono (Abril- Maio), para garantir o pegamento e o melhor crescimcnto das mudas. Pode a escolha da epoca scr de grande im portancia para o crescimcnto das mudas nos primeiros anos. Obscrvei epic algumas plantagdes feitas no outono tinham maior energia de crescimcnto que as efetuadas na primavera. Para o proprictario particular pode ser isto de grande valor e interesse, porque nessa epoca dispoe de mais trabalhadores do que na primavera, quando inicia os trabalhos agricolas. Na solugao deste problema csta empenhada atualmente a Segao de Pesquisas do Servigo Florestal do Ministerio da Agricultura, que controla a viabilidade desta plantagao cm conexao com as condigoes do solo e clima.

Outro problema a ser solucionado e o tamanho das mudas destinadas ao plantio definitivo. Em algumas regioes dos Estados do Rio e Minas o plantio de mudas pequenas deu melhorcs resul tados no I c 2.° anos do que as grandes, ao passo que nalgumas regioes do Nordeste, p. ex. em Alagoas e Ceara, se deu o contra- rio. Deve ser investigado, tambem sempre de novo a possibilidadc do plantio de mudas com raiz nua, seguindo diversos metodos, porque, caso resultado, as despesas no plantio reduzir-se-ao con- sideravelmentc.

De capital importancia, tanto para o proprictario como para o Governo, e a questao dos cuidados culturais. Do trata- mento dispensado ao povoamento e a cada individuo depende do rendimento quantitative cm madeira, num turno curto e tambem o qualitative ou, em outras palavras, podem ser produzidos mui tos ou poucos m3, madeira valiosa ou de pouco valor, de altas: ou baixas entradas, obtidas no mesmo prazo de tempo.

A seguir, veremos os dois regimes de manejo florestal.

b) Manejo florestal com regime de talhadia ( curto tamo, para produzir ten ha).

Este manejo da explotagao do eucalipto se designa com o termo “talhadia” foi o unico regime de silvicultura em praxe no

1957

W. Herzog : O Eucalipto

95

Brasil c (cm a finalidade dc produzir grande quantidade de lenha no tempo mais escuro.

Tendo o Eucalipto atingido a idadc dc 7 anos. faz-se a co- Iheita, derrubando todo o povoamento. Em virtudc da facilidadc de regenerar-se imediatamente, pode-se executar novo corte raso 5 a 7 anos depois do l.° podendo seguir urn terceiro corte. Urn ano depois de cada rcgeneragao devc-sc procedcr ao raleamento dos rebentoes, para eliminar a competigao.

A tabela de produgao do Eucaliptal, e segundo os varios autores, a seguinte:

O 1 0 corte raso no 7.° ano de idade o Eucaliptal fornece

em m6dia (lenha por hectare) 300 m"

O l.° corte raso no 7.° ano de idade o Eucaliptal fornece

em media (lenha por hectare) 150 m-

O 3.° corte raso no 17.° ano de idade o Eucaliptal fornece

em media (lenha por hectare) 100 m"

TOTAL: 550

Repctindo os cortes, todos os 7 anos, o turno do Eucalipto sera de 2 1 anos c a produgao maior.

Este regime, utih'ssimo para a obtengao de lenha para a in- dustria e outros ramos da economia, parecia ser de grande lu- turo. Foi decisivo na escolha desse regime e, daf sua populari- dade, o fato dc dar otima percentagem do capital invcstido, visto que depois de 7 anos temos juros de 400 a 500%. Embora a produgao diminuisse nos 2.° c 3.° cortes, todavia as despesas cram pequenas por consist irem no raleamento dos rebentoes.

Esses algarismos sao naturalmctnc relativos porque alte- ram-se com a cutlura das diversas espccies de eucalipto. Sao apenas medias e, dc fato oscilam de aedrdo com a qualidade do solo, a exposigao e o clima.

Esse regime deu lugar a um outro que, comegando com 7 anos o 1 corte raso e 5 ou 7 anos depois um desbaste. O bro- tamento e tao vigoroso que e preciso procedcr ao raleamento das vergonteas, deixando apenas uma parte delas, as quais depressa

»()

Arqilivos do Scrviqo Florestal

11

tomam conta do tcrreno. Com 5 a 7 anos do idadc da soca efe- tua-sc o corte raso dcfinitivo. A massa da segunda derrubada, 12 anos apos o plantio, e menor do quo no 1 sistema mas, cm com- pensagiio, a massa total da colhcita final e maior quo no l.°.

c) Mane jo florestal com regime de alto fuste ( longo tamo, />ara produzir madeira, com subproduto lenha).

Designado como “alto-fuste e inn regime pouco conhecido no Brasil.

Deixando crosccr o povoamento de eucalipto, nao fazendo corte raso algum verifica-se que, com a idade de 25, 30 ou 40 anos, ha produgao de uma massa de madeira que nao tern com- paragao com a produgao obtida pelo I regime. No entanto, constata-se que o crescimento das arvores individuals apresenta fortes dit'erengas, dependendo essas variagoes nao so da especie de eucalipto, como tambem do solo, exposigao, sftio e clima. Estudando os diversos indivfduos do povoamento, encontram-se arvores com fustes delgados, medios e grossos, sendo que os til- umos possuem ampla copa, mui csgalhada, ao passo que aqueles outros tern copas fracas, raqufticas. As arvores com fustes grossos tiveram desde o infeio muito espago vital.

Para o crescimento das arvores no povoamento e necessario criar o espago vital necessario, intervindo com um desbaste de tempo em tempo. Nao e todavia suficiente fa/.er um desbaste pro porcional, cortando um numero prc-calculado de arvores, por exemplo cada 3.° ou 4.° arvore, como se le em certas publicagoes. mas deve ser racional. Seguindo desbaste proporcional, incorre- se no perigo de eliminar justamente aquelas arvores que mais prometem para o futuro. Tao pouco se deve contentar em tirar somente as arvores fracas, dominadas e doentes, nos diversos desbaste, porque estas pouco influem sobre o crescimento do povoamento.

A finalidade do desbaste c proporcionar aquelas arvores, que prometem ser vigorosas (e elas devem ser sadias esguias,

1957

W. Hcrzoy. O Eucalipto

97

sem ramos ate certa altura, ter boa c ampia copa, I'uste reto, boa qualidade de madeira ete.) desde a juventude, o cspago vital no* cessario ao seu desenvolvimento.

Desta maneira, eliniinam-se apenas as arvores que estorvam ou prejudicam a copa das que devem ficar.

Naturalmentc, cortam-se, nesta ocasiao tambem, as doen- tes, mortas ou defeituosas. O desbastes sao os cuidados cultu- rais mais importantes, porque sao de influencia decisiva sobre a cnergia de crcscimento, valor e qualidade da madeira. Nao e possivel, infelizmente, entrar cm dctalhes, neste lugar, sobre os diversos metodos e os efeitos dos desbastes. No meu livro. intitulado “Silvicultura moderna” editado pelo Ministerio da Agricultura, tenho tratado num capftulo especial, esses metodos, por seu extraordinario interesse e importancia.

Tratando-se do desbaste do eucalipto, esse processo deve comegar desde muito cedo. A pratica ensinou-me que, falando cm geral, deve comegar no 5.° ano. Se o desenvolvimento for exuberante deve-se comegar mais cedo ainda.

Ja executei uni desbaste cm povoamento de 5 anos de idade que deveria ter sido feito uns dois anos antes. Tendo o euca- lipto crcscimento juvenil tao rapido, o atraso de urn. ou dois anos no desbate, tern agao prejudicial. Na idade juvenil, o silvicul- tor pode influir na formagao da copa das arvores para que todas sejam bem formadas. Nao se deve permitir a formagao de copas altas, esguias e fracas (cm forma de pincel), que balangam ao mais leve embate dos ventos e, desta maneira, fustigam e estor- vam as das arvores vizinhas. Em sftios muito agoitados pelos ventos essas copas defeituosas sao como verifiquei muitas vezes, a causa de quebras do fuste. As hastes, que observei nesses si- tios, de apenas 5 anos de idade, eram esguias e, devido a copa rala, delgadas demais, de maneira que constantcmente se tor- ciam, e balangavam, por faltar-lhes uma base solida.

Tais defeitos nao se encontram, geralmente, nos fustes fortes providos de copas esgalhadas e bem conformadas.

Arouivos do Scrvic.o Florestal

11

Surge agora o problema: quantas arvores devem ser cli- minadas nos diversos desbastes? Nenhum desbaste dove interfe- rir demasiadamente na eomposigao do povoamento, devendo-sc evitar clareiras ou brechas. O desbaste deve ser racional, elimi nando apenas o prejudicial as arvores de cscol. Devido ao rapido crescimento do eucalipto deve ser repetido com curtos intervalos. no maximo cm turnos de 3 anos.

Nas minhas expcriencias constatei que, na maioria dos ca- sos, num povoamento de 5 anos de idade, ha 20% de falhas provenientes de morte ou supressao. No l.° desbaste elimina-se, entao, outros 20% das arvoers em pe. De turno cm turno esse algarismo fica mcnor, mas a massa de madeira se multiplica de- vido ao acrescimo acelerado. Da tabela que elaboramos se pode ver a quantidade de arvores que devem ser eliminadas nos des bastes subsequentes e da massa acrcscida. Subentende-se que os dados foram tornados cm solos de fertilidade mediana e p.i. sao medias. Se o crescimento for mais rapido devido ao solo me- llior, entao. os dados darao valores mais altos, e vice-versa. A tabela abrange tres cspccies de Eucalyptus a saber:

a) E. saligna, uma das melhores;

b) E. citridora, de crescimento regular;

c) E. robusta, de crescimento.

TABELA DAS ARVORES E DA CUBAGEM QUE PELO DESBASTE SAEM

DE UM HECTARE

Idade das

N.'1 de

drvores

arvores

E. saligna

B. citriodora

E,

robusta

250

30

20

20

8

225

88

68

50

11

200

140

104

72

14

175

178

128

87

17

150

193

135

91

20

125

205

138

90

25

100

207

132

85

30

75

178

116

75

35

50

133

89

58

40

Iniclo

da colheita do

resto do povoamento

1957

W. Ilcrzog -. O Eucalipto

99

COLEITA DAS ARVORES ADULTAS QUE FORMAM O RESTO

DO MACigO

Este regime de explotagao baseia-sc na formagao de fustes adultos quo se pode deixar no macigo ate 40 e mais anos e nos desbaste seletivos que se repetem de 3 cm 3 anos (i.e. da idade de 20 anos em diante, de 5 em 5 anos. Estes desbastes trazem ao proprietario em turnos equidistantes grandes proveitos desde ienha no 1 desbaste, ate varas, posies e toras, alem das arvorcs no fim do ciclo que se pode collier no 25.°, 30.°, 40.° ou 45.° ano. A colheita ou derrubada das arvorcs adultas que ficam ate ao fim representa uma grande massa de madeira da melhor qua- lidade e um lucro bem alto.

QUAL £ O REGIME OU CICLO MAIS ECONoMICO

Esta pergunta nao e facil de responder. Todavia consul tando a tabela, ve-se que talvez um ciclo de 25 anos seja o mais vantajoso, porque, deste ano em diante, o acrescimo anual dimi- rue bastante. Se ,porem, num ciclo de 30 ou 40 anos o valor da madeira compensa o lento acrescimo nao se pode dizer no mo- mento por causa dos pregos flutu antes. Mas no momento azado, o proprietario pode clevar o ciclo alem dos 25, sc o prego da madeira nao lhe convier, no momento.

As duas tabelas que seguem mostram o aumento gradativo das massas e a quantidade de madeira nos diversos periodos de desbaste. Foram elaboradas para um ciclo de 25 e 45 anos para Eucalyptus saliyna, E. citridora e E, robusta.

100 Arquivos do Servigo Florestal 11

TABELA QUE

MOSTRA

A EXPIjOTAQAO

RACIONAL

DO 1

3UCALIPTC

EM C1CIX)

DE 25

ANOS I'.M

1 RECTA lU

Arvores

E. sullgna

E. citriodora

PI. robusta

Idade das

macigo desbaste

macigo

dcsbastc

macigo

m3

m3

m3

m3

ma

desbaste

5

250

30

220

20

200

20

8

613

88

525

68

385

50

11

1.067

140

793

104

559

72

14

1.351

178

967

128

662

87

17

1 .483

193

1.035

135

701

91

20

1.640

205

1.100

138

710

90

25

1,811

1.155

744

macigo

1.811

1.155

744

dcsbastc

834

593

410

TOTAL :

2.645

_ »

1.748

1.154

, -

T ABEL A. QUE MOSTRA A EXPLOT AQAO RACIONAL DO EUCALIPTO EM CICLO DE 45 ANOS, EM 1 HECTARE

Idade das Arvores m3

| E. Saligna

E. Citriodora

E. Robusta

1

] macigo | rrV*

(

desbaste

macigo

m3

desbaste

m3

macigo

m3

desbaste

m3

5

1

250

30

220

20

i

200

20

8

613

88

525

68

i

885

50

11

1.067

140

793

104

559

72

14

1.351

178

967

128

i

662

87

17

1.483

193

1.033

135

701

91

20

| 1.640 |

205

1.100

138

i

720

91

25

' 1.811 1

207

1.155

132

744

85

30

| 1.837

178

1 .201

116

775

75

35

| 1.855

133 i

1.246

89

805

58

40

j 1.885 |

725 'l

1.300

500

858

330

45

| 1.280 |

1.280 |

860

860

592

592

TOTAL ... 3.357 2.290 m3 1.550

Examinando esta tabcla ve-sc que as arvores dc 40 anos de idade sofreram um dcsbastc mais rigoroso ou scja quase 38% do macigo. Podc-se considcrar cstc dcsbastc como preparagao

1957

W. Herzog-, O Eucalipto

101

para o corte final. Sua finalidadc 6, distribuir por dois cortes o ultimo contingente dc arvores (quo scria mais ou menos 2.000 m3). Alias, e melhor procedcr assim, porque a subitn oferta dc tantos m3 dc madeira poderia influenciar o mercado c baixar os pregos, como tambem c melhor por motivos biologicos nao desnudar dc uma vcz a area florestada expondo dc repente o solo aos raios solares que esterilizariam o solo matando a flora c a fauna. Alem disso, sc permitira maior acumulo dc substancias nutritivas postas durante 5 anos a disposigao das arvores dc 40 a nos.

Comparando as cifras dcssas 3 especies dc eucalipto num ciclo dc 45 anos com aquele dc 25 anos, teremos o seguinte quadro.

E. suliyna produziu era 25 anos nnia massa dc madeira cquivalente a 2 . 645 E. citriodorn produziu em 25 anos uma massa de madeira equivalente a 1.748 E. robnsta produziu em 25 anos uma massa de madeira equivalente a 1 . 154

A diferenga da madeira acrescida cm 20 anos, i.c. do ao 45° ano, e a seguinte, a saber:

E. snlifftiu 712 m11

E, citriodorn 542 mlf

E. robnsta 396 m''

Dcsta comparagao resulta a conclusao de que o metodo mais economico c o ciclo dc 25 anos. Porem ponderando que aos 25 anos o fustc do E. saligna tem uma cubagem de 2 m3, ao passo que aos 45 anos tera 3,20 m3 c sendo assim a madeira da ultima classe dc anos, tlevidos aos dcsbastes seletivos consccutivos, de melhor qualidade, e bem possfvel que, apesar do calculo anterior, o valor do fustc dc 45 anos seja maior que o dc 25 anos.

As curvas dc crescimento mostram claramente que o cres cimcnto medio DAP c a cubagem nao atingiram o climax, pois, todas as curvas das csscncias por mini examinadas mostram, ainda com 45 anos uma forte tendcncia ascendente, que nas, cs pecics dc crescimento lento (como cm E. robusta), e ainda mais ingremc do que nas mais precoces (E. saligna). Dados e utiliza

I

,SciELO

D 11 12 13 14 15 16

102

Ar if ui nos do Semico Floreslul

11

gao tecnica dessa madeira de alta qualidadc e urn prego alto c firme, exige a possibilidade dc criar sob boas condigocs fustes para serra c (raves. Intercssantc e ainda o fato que as curvas as- censionais dos cucaliptos ate hoje por mini estudadas terminam apos lima curva ingreme durante 15 anos, com um declfnio aos 20 anos e, depois dos 25 anos, quase numa horizontal.

O acrescimo anual e, na media, o seguinte, para as 3 esp.;- cies de Eucalipto com ciclos de 25 e 45 anos:

Ciclo E. Maligna E. cltriodora E. robusta

25 106 m'i 70 m'i 46 mi

45 74 mi 51 mi 34 mi

d) Comparaguo dos dais regimes de mime jo florestal

A diferenga entre os dois regimes esta principalmente, na sua finalidade. No regime de turno curto que tormina com o 3.° corte raso aos 17 ou 20 anos, a finalidade esta na obtengao de quase so lenha, no mais curto prazo do tempo, ao passo que no regime de turno mais longo se tem cm vista a produgao dc ma- deira de todas as classes, ao mesmo tempo que grande quantidade de lenha a indiistria. No segundo regime, a mesma quantidade de lenha se obtem polos desbastes sucessivos e, apos 17 anos, possuc, alem disso, um macigo que dia a dia cresce, cm valor a massa de madeira. Isto ve-sc claramente da tabela seguinte:

Idade

ProduQdo

Ecplota-qdo

rnciotial cum

tlesb'tstcs

tie lenha

E. saligna I'

j. citriodora

E. robusta

m‘*

mi

nv*

m'*

5

30

20

20

7

300

8

88

68

50

11

140

104

72

12

150

14

178

128

87

17

100

193

135

91

550

629

455

320

restunte do ma-

CiQO

550

1.290

900

610

Produg&o Total :

550

1.919

1 . 355

930

1957

W. Hcrzoq : O Eucalipto

Aleni das grandcs vantagcns de ordem biologica as economi- cas torn tanta importancia nao so para o proprictario particular conio para a cconomia nacional quo, no futuro, o unieo regime a ser seguido no pais, sera o de prazo longo, por ser mais raciona! e mais util.

Ill ALTERACAO do manejo florestal com

REGIME DE CORTE RASO SEM INTERROMI’ER A FRODU^AO DE LENHA

Surge agora a pergunta, como sc pode transformar o regime de talhadia em regime de alto fuste, principalmente quando o proprictario precisa contar com certo montante de lenha para o futuro proximo, como p. ex. nas Usinas Siderurgicas? Como se pode transformar o turno curto em turno longo com explotagao racional, sem ter falta de lenha que nao deve faltar num so dia sem causar uma pausa no andamento da industria? £ possivel, porem e necessario transpor a dificuldade aos poucos, eseolhendo um dos caminhos que iremos expor. Na tabela seguinte mostr.i- remos o caminho, e a maneira como se pode manejar um Euca liptal destinado ao corte raso, transformando-o em parte no de prazo longo.

104

Arquivos do Serviqo Flores Lai

11

Cortc raso

doabaatca

600 Ha

1.000 Ha.

400 Ha.

1

1 7 anos

1

15 anos

180.000 m.'»

1

8.000 ma

i

1

3 anos

300 Ha

300 Ha. |

1

J5 anos

|5 anos

1

32.000 m3

45.000 m3

4 . 000 rn’i

44.000 m3

|5 anos

13 anos

1

3 anos

30.000 m3

1

15.000 m3

1

60.000 m3

3 anos

3 anos

21.000 m3

1

68.000 m3

+

t-

210.000 m3

412.000 m3

(resto)

( resto )

Corte raso

255.000 m3 Rcota uma Area

de 700 ha. dc

622.000 m3

Dcsbastcs

252.000 m3

507.000 m3

ProduQfio total: 1.129.000 m3

1957

W. Herzog \ 0 Eucalipto

105

A produgao do cxemplo anterior do 1 .000 ha pode-se ver na seguinte sumula.

Idado

corte raso

dcsbastes

total

rrv'i

das irvores

m3

m.3

5

8.000

8.000

7

180.000

180.000

n

u

32.000

32 . 000

ll

41.000

44 . 000

12

45 . 000

4.000

49.000

14

60 . 000

60.000

15

15.000

15.000

17

30.000

68 . 000

98.000

18

21.000

21.000

TOTAL: 255.000 252.000 507.000

Neste exemplo a produgao do euealiptal manejada cm prazo longo, no mesmo periodo, e 10% mais baixa do que sc fosse ma- nejada em corte raso em 3 colheitas. Mas enquanto neste euealiptal derrubado por corte raso a produgao de lenha tern chc- gado ao fim, no outro prazo longo se conserva um macigo residual de 700 hectares que representa a bela quantidade de 622 mil m3. que pode ser vendida a bom prego a qualquer tempo. Do macigo de mil hectares foi manejado a prazo curto (corte raso) somente uma parcela de 300 hectares, enquanto outra de 300 hectares foi convertida em macigo de explotagao cm corte racional depois do 1 corte raso,

IV PRODUCAO l)E LENHA SEM CORTE RASO

Nas linhas que segem, quero mostrar mini cxemplo, de que maneira ainda se pode conseguir lenha de eucalipto em grande quantidade e no tempo mais curto, sem a derrubada total ou corte raso. Mas este metodo novo nao se deixa introduzir em todas as circunstancias e todos os terrenos, porque exige condigoes espe-

ciais.

106

Arquivos do Serviqo Florestal

11

So sc podc fazcr pclo menos, com uma das condigocs sc guintcs:

I . Boas condicdcs climaticas c cdaficas.

2 . Especics dc riipido crcscimcnto.

3. Povoamentos mistos dc, ao mesmo tempo, especics dc rapido c moroso crcscimcnto, hem distribufdas.

4. Dcsbastc atrasado num povoamento antigo, cuja maior parte c dominantc.

5 . Povoamentos destinados ao fornecimento dc lenha c pasta quimica (cclulosc).

Os povoamentos que podeni ser cxplotados por esses meto- dos que prcconizo, tem crcscimcnto c aspccto extraordinariamentc diferentes, apesar dc terem as condigoes basicas dc boa qualidadc. Formaram-sc nclcs, dois tipos dc arvores urn dc dominantes, com copas largas c troncos que ja cm 5-7 anos atingiram fustes grosses, c outro tipo, dc dominados on supressos, com troncos fracos sub- desen volvidos c copas estreitas, pequenas, ocupando so a extremi- dadc da haste. Essas copas do ultimo tipo penetram o espago das do primeiro, impedindo a sua ulterior expansao. A proporgao en tre eles se podc fixar cm 1:5.

Este metodo dc manejo florestal distinguc-sc dc um dcsbastc normal que cscrcvi na tese anterior pelo seguinte: no prt meiro dcsbastc, nao sc elimina tao somente 250 arvores mas 1 .000 dc uma vcz„ num povoamento calculado cm 2.000, com a idade dc 5 anos. Este dcsbastc radical visa cortar as arvores fracas que, com suas copas prejudicam c estorvam as dominantes. No segundo desbaste, quando as arvores tiverem 8 anos dc idade, partindo do mesmo prinefpio, climinam-sc mais outras 300 arvores fracas. No tcrceiro dcsbastc, cortam-se no 1 l.° ano mais 200 arvores c, no quarto dcsbastc i.c. no 14.° ano, mais 100 arvores, dc maneira que permanecem no povoamento apenas 400 arvores, como acori- tece no manejo normal, dc que falci na l.a tcsc. Com 17 anos foi atingida ja a fasc final, que no metodo anterior so sc conseguc cm

SciELO'o ^

14

15

1957

W. Herzog : O Eucalipto

107

25, 30 ou mais anos. O diametro medio dos I'ustes sera igual ao da- queles de 25 anos.

£ste metodo que dcsignamos coni o nomc de “desbaste I'ortc” tern 2 finalidadcs:

I . Produgao de lenha cm grandes massas no tempo mais curto.

2. Produgao de inadeira madura e valiosa para serraria. no tempo mais curto.

As tabelas de acrescimo que tern como base o “desbaste iorte" mostram os resultados que se pode esperar do novo metodo.

Tubcla dc crcscimcnto

Clastic de creschncnto I: Unidude : 1 Hi

TABBLA A

Ida do anos

»

Altura

m

1

1

Quantidades

existentes

Desbastes

a fazer

ProduQtio

total

ms

pds j

m3

p6s

m3

5

| 18

2.000 |

300

1.000

150

300

8

23

1.000

564

300

168

714

11

28,5

700 j

778

200

222

1.096

14

32,5

500 1

812

100

162

1 . 352

17

34,5

400 I

787

1.489

TABELA B

Idade

anos

1

1

1

Diamelio

(altura

Area

basal

m3

Acrdscimo anual corrente

Acrdscl- mo annul

1 m

i

do peito) cm

m3

%

mtfdla

m3

5

1

1 18

14

32,00

60

300

60

8

| 23

25

49,00

138

138

89

11

! 28,5

31,5

54,60

127

53

100

14

32,5

35,5

50,00

85

23

96

17

34,5 |

38 ;

45,60

46

10

87

108

Arquivos do Scrviqo Florestal

11

Comparando estes algarismos com os da tabela dc cres- cimento epic estabelcci para um povoamento dc dcsbaste normal c um turno dc 45 anos, vc-sc que o rendimento total do “des- bastc forte” c bastante mcnor, pois, perfaz apenas 73% da do dcsbaste normal. 13a mesma forma, o povoamento dc 17 anos dc idadc tem so 50% da massa da do dcsbaste normal. O ren- dimento total do povoamento dc 17 anos c dc 700 m3 c, por tanto, 158% do dcsbaste normal. Estas grandcs diferengas no rendimento sao fenomcnos conhccidos que sc notam cm todos os “desbastes fortes” c sao devidos a diminuigao ultra-normal, das arvores jovens. As desvantagens do dcsbaste forte sao com- pensados pela grande massa dc varas c lenha no mais curto prazo possfvel c dc toras valiosas que ja cm poucos anos sc obtem e podem vender a bam prego. Ha tambem economia dc 1/3 dc tempo, pois, cconomizam-se 8 anos para produzir toras da mesma grossura, que cm condigoes normais.

Comparando, porem, as massas dc lenha produzidas no turno dc 17 anos com que as que se obtem pclo corte raso, pode- mos verificar que a proporgao c de 700:550, quero dizer, quo com o dcsbaste forte entra cm massa de. . . 700 m3 ou 27% mais que com o dcsbaste regular, que da apenas 550 m3. O interessc da industria que depende dc grandcs massas dc lenha e atrafdo pela pcrspcctiva dc collier a maior massa possfvel dc lenha no tempo mais curto.

O metodo ou regime dc cortc raso correspondeu ate agora a esses desejos razoaveis da industria, pois, os desbastes consecuti- vos do cucaliptal depois dc 7,12 c 17 anos deram grandcs massas dc lenha, especialmente, no I cortc. Mas, no metodo do “dcsbaste forte” sc consegue o mesmo rcsultado, sem cstragar o solo, como sc vc da tabela seguinte:

1957

W. Ilerzog : O Eucalipto

109

Tabcla

Idade

anos

Lcnha

desbaste forte m3

Corte raso

proporeflo

5

150

n

318 : 300

7

300

222 : 150

8

168

162 : 100

11

222

12

150

14

162

17

100

1

702

550

Os algarismos com os dados calculados nas diversas etapas pelo “desbaste forte” serao, na pratica, ultrapassados de maneira que este metodo trara beneffcio nao so a silvicultura brasileira, mas tambem a economia do pais.

IV RENTAI3ILIDADE

Para conseguir mais alta rentabilidade ou lucro deveni-se aproveitar todas as condigoes que as circunstancias oferecem. Deve comegar ja com a escollia das essencias apropriadas. Este ponto e o mais decisivo para o futuro. Apesar das experiencias valiosas de Navarro de Andrade e outros autores ha, neste ponto. ainda muito que fazer. Tambem o proprietario que nao e tecnico deve estar habilitado de saber escolher as essencias que podem crescer na propriedade. As diversas especies de Eucalipto reagem rapidamcnte com a menor variagao na composigao edafica e in- fluent sobre o scu crcscimento. Conhego varios exemplos que ilustram esta particularidade, quando num povoamento da mesma cspecie e no solo (como parecia) da mesnia composigao, um trecho mostrou uma radical diminuigao do crcscimento. O

I

■SciELO

D 11 12 13 14 15 16

110

Arquivos do Servigo Flores tal

11

proprictario nao tinha notado, ao plantar, quo o solo era dife- rente, mas ja 5 anos inais tarde cm duas terras partes do povoa niento apareceu um deficit enormc no crescimento. A essencia escolhida era E. citrodora. Examinando o caso cheguei a conclu- sao que teria sido melhor plantar ncsse solo pobre e raso uma ou- tra espeeie com sistema radicular superficial e mais extenso, coino o E. botryoides. £ justamente o conhecimento do solo da pro- priedade, da essencia e scu comportamento, da estrutura, volume, unidade e composigao qufmica do solo, o fundamento para uma cultura boa e rendosa de eucalipto. O conhecimento do sistema radicular das diversas especies tem papel importantc, e necessa- rio saber quais as especies dc raizes pivotantes, rasas c superfi- ciais. Numa viagem ao Estado da Paraiba cncontrei a beira de um riacho alguns pcs de E. citriodora, de uns 20 anos de idade. Alguns mostraram belo dcsenvolvimento, e pouco distantc outros dc aspecto enfesado com mal 8 m dc altura. Dcrrubados estes c escavadas as raizes foi encontrada a uns 20 cm dc profundidade uma camada dc argila impermeavel. As raizes pivotantes do E. citrodora nao tinham forga para perfurar a camada e curva- ram-se cm angulo de 1 80° com engrossamento, dc maneira que nao havia possibilidade da planta sc desenvolvcr. Nas regibes montanhosas pode-se observar o mesmo, nos lugarcs, onde o solo c pouco profundo on pedregoso.

Nesses lugares, as especies dc raizes extensas e rasas darao, ao meu ver, melhores resultados. Nao e suficiente saber que csla ou aquela espeeie pode medrar cm solos frescos on secos. £ in dispensavel saber qual o sen crescimento cm altura, scu acrescimo c a massa dc madeira que produz num dado solo com suas carac teristicas de profundidade, umidadc c outras particularidades, nao esquecendo os fatores climaticos. Nao o I'ato ou possibilidade dc uma espeeie sc adaptar, mas o valor economico c que decide, qual a espeeie dc eucalipto a plantar.

Outrossim, a consociabilidade dc certos cucaliptos c para o proprictario dc grande valor. Em solos tendentes a impermeabi ! idade pode-se tentar uma consociagiio da espeeie com raiz pivo

1 957

W. Herzog : O Eucalipto

111

tante. com outra dc rai'/.es rasas, para melhor aprovcitar as ca- madas do solo. Da mesma forma, e possivel aprovcitar o espago pela consociagao de especies de copa difercntc, cm solos medios. Copas csgalhadas entremeiadas de copas piramidais (E. citrodora c botryoides) talve/. se compensem mutuamente. Experiencias neste sentido serao executados pela Secgao de Pesquisas do Ser vigo Florestal. Pode-se apressar a decomposigao de folhagem cafda de folhas dificilmente apodrecfveis (como e o caso no E. botryoides) , restituindo-se assim. mais depressa os sais fixados pelas folhas.

Muitos ignorando os nomes cientfficos (na falta de nomes vulgares) confundem as esseneias florestais. Devido as grandes difcrengas das esseneias a nomenclatura e importante. Em desig- nando os eucaliptos, so se deveria manobrar com os nomes es- pecificos sem mencionar o genero Eucalyptus. E sufieiente que o tecnico saiba que se trata do genero do Eucalyptus e nao de outro. Nao podera, entao, acontecer mais no futuro que proprietaries tendo ouvido falar dos bons resultados obtidos com plantagao da especie tal ou qual resolva plantar tambem “eucalipto”, sem cuidar das especies que sao convenientes as suas terras.

Outra possibilidade para aumentar a rentabilidade dos Eucalyptus cm solos fracos consiste no plantio de subosque de outras esseneias em povoamentos de 5 a 8 anos, apos o I.° ou 2.° desbaste. As arvores que formam o subosque devem ser tolerantes, c folhudas para fornecer ao solo grandes massas de folhas que prontamente se decompoem e para fazer sombra ao solo. As le- guminosas tern essas propriedades e o sabia e Clitoria racemosa perecem-me desempenhar essa fungao. Pelo sombreamento do solo e a massa de folhagem que se transforma em humus, nao sdmente se fomenta a vida bacteriana e aumenta o aeumulo de sais nutritivos, mas tambem as condigbes fisicas e, especialmente. a humidade do solo melhora em pouco tempo.

A consequencia deste enriquecimento e maior humidade do solo sera um maior rendimento das especies de eucalipto. No

112

Arquivos do Servigo Florestal

11

Poligono das sccas, especialmente, o plant io do eucalipto sera scgundo as minims observances, rendoso com a intcrplantugao de essencia tolerantes.

VI MEDIDAS I’ARA 1NCREMENTAR O ACRESCIMO E O VALOR DAS DIVERSAS ESPECIES M EDI ANTE

A SELECAO

A base da silvicultura racional e o tratamento dos povoa nientos, cuja parte principal e o dcsbaste regulamentc repetido. E um dos meios mais importantes para criar um povoamento (nao importa de que naturcza) e obriga-lo a produzir o maximo cm massa lenhosa c valor. E principalmente na cultura do eucalipto que os desbastes tern suma importancia, porque esta essencia sc distingue pelo seu crescimento rapidissimo c pcla produgao de enorme massa de madeira, quando plantada em solo apropriado e condigoes favoraveis. As experiences mostraram que a produ- gao pode ser estimulada pelo desbaste, como consta das tabelas de rendimento que elaborci, mas tambem se consegue madeira de mclhor qualidade, de maneira que o valor e as entradas, na ocasiao da venda do produto, sao acrescidas enormemente. Um eucaliptal destinado a produzir lenha, submetido a eorte raso com tres derrubadas num turno de 20 anos da um rendimento anual de Cr$ 3 . 000,00 a 4 . 000,00 ao passo que o mesmo povoamento desbastado regularmente da no mesmo periodo de 20 anos Cr$ 15.000,00 a 20.000,00 anualmente (por hectare).

O desbaste nao tern por fim eliminar tao sdmente as arvores mas e imprestaveis, reduzir o numero dos individuos e desafogar a coberta, mas incrementar cm l.° lugar o desenvolvimento das arvores boas e prometedoras. O caracteristico de uma arvorc nestas condigoes sao um belo fustc c uma copa bem formada e folhuda. No desbaste devem eliminar-se portanto aqueles indivi- duos que impedem ou prejudicam as eopas das arvores boas. Sendo mais faeil intervir na formagao da copa nos povoamentos

1957

W. lla ;:.<)</: O F.uculiplo

m

novos, o desbastc deve comcgar ccdo, cm geral, no 5.° ano, e, era casos cspeciais, mais ccdo ainda.

Nas inumeras investigagdes proccdidas era varies cucalip- tais verifiquei que, na mesma cspecie, ha varies tipes que so dis- tingucm per propriedadcs externas e inlcrnas. Encontrani-se, p.cx., tipes que, desde a juventude, tern desenvolvimento precoce ultrapassande 5 m em altura e 10 cm. em diametro (a.d.p.) os in- divfduos vizinhos ja no 5.° ano. O contrario se observa em outros tipos (geralmente em grande inimero) que ficam enfezados nao alcangando e tamanho dos normais, propriedade esta que con- servam mesmo quande tern a sua disposigao bastante espago vi- tal. Ha tipes que tern ramos fortes e cepa larga a qual comega muito baixe no trenco, outros com ramos delgados e cepa piranii- dal ascendente eu, ainda outros, que possuem cepa fraca com tendencia de vergar. Encontramos ainda outros tipes que, desde o im'cio, formam luste longo, sem ramos eu lengo de fuste, e com copa a comegar so no alto, de volume nao exagerado, e ha ou- tros que tern a copa a meia altura do luste.

Mas ha ainda outros caracteri'sticos diferenciais, come p.ex. o tamanho das folhas, as particularidades da casea etc. Perem e que caracteriza precipuamente as arvores econemicamente va- liosas e o scu crescimento eu acrescime. Mesmo nos povoamentos que se originam da mesma sementeira e de sementes escolhidas ha diterengas no desenvolvimento e sao encontrades os tipos mais diversos. Entao acontece que um grande niimero das arvores da mesma proveniencia tern crescimento precoce e outre grupe mostra atraso pronunciade comparado com e tipo normal. Nao se trata de arvores supressas, mas de qualidades inerentes, atavi- cas. A julgar das minhas investigagoes esses caracteri'sticos ine- rentes a cada indivi'duo devem ter e mesmo papel importante na produtividade das diversas especies de que os desbastes que nada mais sao que uma intervengao tecnica para ajudar e crescimento dos individuos melhores. l£ssas qualidades atavicas devemes, futuramente, ter em vista e respeitar no manejo racienal de eucalipto.

114

Arquivos do Serviqo Florestal

11

Para simplificar a maneira dc consegui-lo, na pratica, dividi os tipos cm 3 grupos, quo designo como Tipos: A, I e U.

O tipo A caracteriza-sc da maneira seguintc:

Arvore robusta, precoce, dominante desde a juventude, com ramos fortes e normais, que na derrama natural, deixam cicatri- zes bem marcadas. A copa comega na metade da haste e tern torma larga e frondosa sendo provida a forma da copa aparece trapeziforme.

Devido ao crescimento rapido a madeira parece ser de gra e cstrutura grosseira. A analise tecnica dessa madeira sera estu- dada em breve pela Secgao de Tecnologia, em colaboragao com a Secgao de Pesquisas do Jardim Botanico do Rio. Um caracteris- tico notavcl deste tipo consiste em que o fuste forte e rijo suporta bem a copa, de maneira que nao havera perigo de quebra nas tempestades, nem se nota nele flexao e torsao que diminuiram o valor da madeira.

O tipo l caracteriza-se da maneira como segue:

Arvore precoce, dominante, de fuste reto, esbelto, com ra- mos delgados c copa recuada mais para cima, estreita e ascen- dente, provida de gallios numerosos de I .a e 2.a ordem e folhagem abundante. Vista do lado a copa tern forma ovalada.

A julgar dos ramos mais delgados, a madeira parece ser de cstrutura e gra fina e uniforme. O fuste esbelto desprovido de nos e comprido, porem da menor volume de madeira que o tipo A. C) fuste, entretanto, atinge quase o mesmo tamanho que este, mas sua copa sofre a importunagao das vizinhas espccialmente das do robusto tipo A. Nos povoamentos nao desbastados encontram-se p.i. arvores com fuste comprido, mas fraco e copa curta, es treita na ponta do fuste que ao vento mais brando dangam e fus- tigam as copas vizinhas. Esses indivfduos esguios sao ameagados pelo vento a vergar para baixo, sem quebrar e conservam essa posigao sem poder erguer-se novamente.

O tipo U tern os caracterfsticos seguintes:

Arvores enfezadas, com ramos (as vezes muitos, mas) fra- cos que tomam diregao em angulo obtuso em vez de agudo, e.

SciELO'o ^

14

15

1957

W. Herzog -. O Eucaliplo

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enfim, posigao pendente. A copa e desigual e rala com folhagem rarefeita e sua forma e estreita c agucia on aplanada.

Os fustes sao extraordinariamentc fracos e curtos e, as vezes, ramudos. O valor econdmico e exi'guo. Devido ao seu crescimento enfezado este tipo pcrtence as arvores dominadas. Um certo mi- mero dessas arvores consegue vegetar no povoamento, ao passo que um grande numero morre cedo. O acrescimo nesse tipo e insignificante.

Das arvores desses ties tipos que, de acordo com sua origem (pura ou lu'brida), podem formar diversas variedades, formam-se povoamentos em proporgoes bastante variaveis. Essa proporgao muda por hectare conforme a origem c qualidade da semente. £ por conseguinte da maior importancia saber ao qual dos tres tipos pertence a arvore porta-semente e se as flores foram poli- nizadas por outras especies.

Para mostrar quanto influem os diversos tipos no consorcio e no meio do povoamento, darei um exemplo de um eucaliptal (E. citrodora) de 5 anos o qual se compoe como seque.

Tipo A = 10% 200 drvores

Tipo I 40% 800 drvores Tipo U = 50% 1.000 Arvores

O fuste niAdio do Tipo A tinha o volume de 0, 4 m3 O fuste mAdio do Tipo A tinha o volume de 0,15

O fuste mAdio do Tipo A tinha o volume de 0,05 m3

A soma das drvores e seu volume era, destarte, a seguinte:

Tipo A: 200 drvores a 0, 14 m3 80 m1

Tipo I: 800 drvores a 0,15 m:' - 120 m“

Tipo U : 1 . 000 drvores a 0,05 m3 50 m*

TOTAL: 250 nV

Expressado em %

Tipo A: 10% do povoamento deram 32% da massa total da madeira

Tipo I: 40%, do povoamento deram 48% da massa total da madeira

Tipo IT: 50% do povoamento deram 20% da massa total da madeira

Pode-se ver, a mao deste exemplo, a importancia dos tres

tipos do mesmo povoamento. Todo o valor do povoamento esta

110

Arquivos do Serviqo Florcslal

11

na presenga das poucas arvores do tipo A, ao passu quc grande numero das do tipo U so totaliza uina pequena parte da massa. £ portanto uma tarefa de suma importancia para o proprietario de um eucaliptal, de tentar aumentar a proporgao das arvores dos lipos A e I e diminuir a proporgao das do tipo U. Para mos- trar como se pode aumentar a massa de madcira para corigir as proporgoes existentes num povoamento darei dos dois exemplos:

1 ) Aumento da proporgao do Tipo A por 5% e da do 1 tamanho por 5%, pela redugao da proporgao do Tipo U cm 10%:

Tipo A: 15% = 300 Arvores a 0, 4 irU 120 in1' 41%, da cubagem total Tipo I: 45%, = S00 Arvores a 0,15 m-< 135 m;' 46% da cubagem total

Tipo U: 40%, 800 Arvores a 0,05 rrO 40 m* 13% da cubagem total

TOTAL: 295 m"

2) Aumento da proporgao do Tipo A por mais 5% e, da mesma forma, na do Tipo I.

Tipo A: 20% 400 Arvores a 0, 4 m-'1 160 m1 47%, da cubagem total

Tipo I: 50%, 1.000 Arvores a 0,15 rrO 150 m" 44%' da cubagem total

Tipo U : 30% = 600 Arvores a 0,05 rrO 30 m1 9% da cubagem total

TOTAL: 340 m"

As alteragoes efetuadas na eubagem primitiva sao no exem plo n.° 1 : um aumento de 45 m3 ou seja 18% da cubagem total e, no exemplo n.° 2: um aumento de 90 m1 ou seja 36% da cubagem ou massa total.

De que maneira sera possi'vel de, na pratica, obter o aumento da produgao expresso pela cubagem alterando os componentes de um povoamento de eucalipto? E possi'vel pelo uso de semen- tes puras provenientes de porta-sementes do Tipo A e I extirpando todos os porta-sementes do Tipo U e, mesmo os de Tipo 1 que tern diametro abaixo do normal. Desta maneira se pode influen- ciar a polinizaguo e obter sementes e povoamentos quase exclu sivamente das arvores de tipos A e I.

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W. Herzog : O Eucalipto

117

1. dc grande convcniencia formar, especialmente nas terras dos Scrvigos Florestais dos Estados c nas dos Scrvigos Florestais de Particulares, grupos de porta-sementes, e parcelas isoladas c hem situadas, provenientes de mudas escolhidas nos vivciros. Por esse meio consegue-sc, dentro de poucos anos (4 a 5 anos) criar boa semente que fornccera arvores do Tipo A e 1, as quais por sua vez produzirao durante longos anos a semente ideal, cm quan- udadc sempre crescente. A origem da semente e justamente da maior importancia para o sucesso ou insucesso das plantagoes do silvicultor. Seria da competcncia e um dever dos Estados, in- teressados sem duvida na rentabilidade das florestas, de controlar a origem c proveniencia das sementes e cuidar que, cm breve, so sejr. vendida e usada somente pura c sadia.

Outrossim, e da maior importancia para o crescimcnto c produtividade da futura floresta a escolha das mudas no vivciros. Uma mudinha mais fraca entre outras normais, mostra clara- mente que Ihc falta intensidade de crescimcnto. Deixando-se no viveiro por mais tempo na esperanga dc que rccupere, geralmcnte nao correspondc a expectativa, visto pertenccr ao Tipo U. Co- nhego vivciristas que, na repicagem, escolhem na primeira ve,". as mudas mclhores e fortes, e mais tardc (talvez 15 dias depois) outro sortimento de mudas crescidas que ficaram e, cm ultimo lu- gar, o resto ou refugo. Ao desbastar diversos eucaliptais que tiverem a idade de 6 a 7 anos, ondc foram plantados pelo aludido sistema mudas assim sortidas, encontrei arvores (pantadas nas mesmas eondigoes c solo identico) no meio de carreiras de arvo- rcs precoces com 15 a 20 m de altura, outras que tinham apenas 8 a 12 m, representando cm todo o seu aspecto o Tipo U. As primeiras carreiras correspondiam a plantagao de mudas esco- lhidas c as ultimas as mudas de refugo.

Conhego tambem vivciristas que repieam as mudas ao mesmo tempo, as enfezadas a parte em caixas e as boas tambem t:n separado. Apresentam desta formu varios sortimentos de mu- df.s, com caixas contendo mudas altas c outras com mudas bai ,\as, dc maneira que tddas tern bom aspecto. Os compradorcs nao

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Arquivos do Servian Florcstal

1!

sabendo da providencia e icladc das mudas, alguns cscolhem c preferem as pequenas c I'icam logrados. Outros, polo contrario, cscolhendo as muclas mais altas dessc mcsmo sortimcnto, certa- mentc tirani a grande sortc, porque na maioria constam dos Tipos A e I. Os primeiros quebram a cabcga cismados porque a plan- tagao nao quer prosperar, mas a cxplicagao csta na inferioridade das mudas.

O problema tao pouco pode ser resolvido, repicando na mesma caixa mudas fortes e fraeas, como o fazem certos vivei- ristas. Do ponto de vista economico este ultimo sistema nao e tao perigoso, porque o plantio e feito igualmcntc, alternando talvez as diversas mudas na mesma carreira c nao cm blocos ou carrei- ras de so plantas fracas ou fortes. Todavia esse metodo tern a grand; desvantagem que uma elevada porcentagem de mud:, mostrara cresciinento retardado e produzira muito menos ma- deira. Ncsse dilema ha uma so solugao: destruir todas as mudas enfezadas para nao licar na tentagao de aproveitar o refugo. Sc bem que isso parega uma medida rigorosa, e necessaria no inte- resse do plantador e da economia estadual. Como justa eompen- sagao pela ccssagao de lucro o prego das mudas pode ser mais alto, mas deve ser fixado pela autoridades. Servira essas medid de destruigao das mudas enfezadas de cstunulo para, no futuro, aproveitar somente semente pura e mudas vigorosas provenientes de porta-sementes escolhidas.

De quao grande importancia e o aumento proporcional dos Tipos A e I nos eucaliptais, pode-se antever, sc mudarem a qua- lidade e profundidade do solo. Quando essas propriedades do solo pioram. o crescimento das dr votes reage visivelmente, vari- ando ainda conforme o tipo de arvores. Pois o tipo A, robusto e precoce mostra algum retardamento no crescimento longitudinal e diametral, mas os resultados ainda sao satisfatorios, cm com- paragao com os dos outros. O tipo I, mais delicado, reage ces- sando quase o crescimento, mas pode manter-se quando dispoc de suficiente espago vital subterraneo e aereo, ao passo que o Tipo U fiea raquitico ou morre. Como exemplo i 1 ust rat i vo darei

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W. Herzog: O Eucalipto

11!)

os resultados a quo cheguei numa pesquisa efetuada no Horto Florestal dc Santa Cruz (Rio) numa parcela experimental de Eucalyptus tcreticornis, com 13 anos plantado em solo arenoso pobre. Das 2 500 arvores por hectare plantadas lui 1 3 anos, res- taram ainda I .484, tendo morrido ou existindo. . . 1.016 raqui- tieas com o diamctro de menos de 5 cm (a.d.p. ). Despresando essas arvores raquiticas dividi as restantes em ties grupos apds rigorosas mensuragoes, a saber:

Grupo I: com as arvores tendo uni di&metro A altura do peito entre (a.d p. i 6 a 14 cm.

Grupo II: com as Arvores tendo um diAmetro A altura do peito entre 15 a 26 cm.

Grupo III: com as Arvores tendo um diAmetro a altura do peito entre 27 a 38 cm.

A massa de madcira oil cubagcm calculci em 292 m-t (ProdugAo em 13 anos).

A proporQ&o dos tr£s grupos era a seguintc :

Grupo I: 56% da quantidade dos fustes com 50 m' 17 %, da masse, cubada.

Grupo II: 41 ija quantidade dcs fustes com 196' 67% da massa cubada.

cubada.

Grupo III: 3% c'a quantidade dos fustes com 46 no 16%. da cassa

cubada.

TOTAL: 202 mA

As arvores do 111 Grupo e algumas do II Grupo pertenciam ao Tipo A, ao passo que o restante (exceto as poucas do Tipo U) eram do Tipo I. A maior parte das do Tipo U era formada das arvores raquiticas com diamctro inferior a 5 cm ou tinham morrido. O exemplo aduzido e extraordinariamente instrutivo e mostra que, apesar das pessimas condigoes, as arvores dos Tipos I e A nao so puderam defender-se, mas tiveram acrescimo sen sivel.

Nada se sabe ainda em que proporgao influem as altera goes qiumicas do solo nos diversos tipos de arvores. F3 um ponto

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Arquivos do Serpigo Florestal

11

a ser invcstigado. Nas depressdes do terreno com humidade cs- tagnada c solo acido so resistiram arvorcs do Tipo A. As sobre- vivcntcs do Tipo 1 sofriam deform agoes graves, ao passo quo as do Tipo U linham desaparecido.

Podc-se admitir c|uc tambem o desenvolvimento do sistema radicular dos diversos tipos deve variar bastante. A intensidade de crescimento deve scr mais forte no Tipo A, o que ja se vc nas mudas, ao passo que a do Tipo U deve ser diminuta. Atribuo a esta particularidade a sobrevivencia e o vigo, num solo pauper- rimo, das arvorcs do Tipo A e a falencia das do Tipo U. Estao cm curso varias investigagoes meticulosas sobre este problema na Secgao de Pesquisas do Servigo Florestal do Rio, para obter bases seguras e exatas, necessarias a tao importante cultura do eucalipto. Entrctanto, desde ja, sc pode averiguar a grande im- portancia do aumento dos Tipos A e I.

Resumo dos postulados:

1) Colheita de sementes puras oriundas de porta-semen- tes recomendaveis, com a finalidade de excluir o Tipo U e aumentar a proporgao do Tipo A nas plantagoes.

2) Controle cstadual do comercio das sementes.

3) Emprego de so semente pura da linhagem dos Tipos A c I nos viveiros.

4) Escolha cuidadosa das mudas nos viveiros e destrui- gao do refugo.

5 ) Educagao das copas dos Tipos A e 1 pelo desbaste precocc (4 a 5 anos). Estes desbastes seletivos se de- vem repelir em periodos regulares de 3 anos.

VII POSICAO DO EUCALIPTO NO REFLORESTAMENTO DO FUTIJRO

Devido ao scu rapido crescimento, que permite em tempo muito curto reflorestar e encher os claros causados pelas terriveis derrubadas o tambdm gragas ao scu cnormc c multilateral valor, a tirea plantada com eucalipto tendera a aumentar. Mas nao pode-

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W. Hcr::o(j : () Eucalipto

121

ra substituir ou deslocar as essencias nativas devendo ficar reser vado scmpre uma grande parte. A monocultura deve ser evitada a todo transe, por causa dos perigos que provoca. Ate agora so conhecemos as grandes perdas no crescimento do eucalipto, na cultura cm grande escala e nos solos inadequados. Ainda nao fomos castigados com doengas e pragas que podcm atingir os cucaliptos podendo causar epidemias de ternveis consequencias. Que isto pode acontecer sabemos de inumeros exemplos, na Eu- ropa e America do Norte.

Se um proprietario de florestas reservar no reflorestamento anualmente para o eucalipto 60% de suas terras e as essencias nativas 40%, nao se pode vitupera-lo, a nao ser em casos extre- mos. A possibilidade de retirar do macigo em curto tempo produ- tos de desbaste, permite que esse 60% e (admitindo juros de 5% para toda a area a reflorestar 100%), paguem todas as despc- sas em 13 anos, e ainda trara lucros. Esta grande vantagem da amortizagao rapida o proprietario deve ter sempre cm vista nas suas planificagoes. Admitimos que possuo 100 ha de terra e os queira reflorestar nos proximos 10 anos, entao devcrei dividir a terra em lotes de 10 ha a serem reflorestados ano apos ano. A area reservada ao eucalipto (60 ha) sera plantada em l.° lugar, tendo terminado estc trabalho no sexto ano. No 7.° ano podera comegar a reflorestar com essencias nativas e, para estc fim, ja tern a disposigao em produto dos primeiros desbastes para, com sua venda, pagar as despesas com o reflorestamento dos proximos 4 anos, sendo que cada ano os proventos resultantes dos desbas- tes aumentam.

A explotagao racional com eucalipto pressupoe o planeja- mento do florestamento e dos desbastes, como enfim, de todos os trabalhos silvicolas. Sem pianos preestabelecidos e impossivel fazer reflorestamento racional. A sequencia dos trabalhos ano por ano e programada com exatidao para que o silvicultor que maneja a nova pluntagao tenha nao so a possibilidade de ver a sequencia dos trabalhos a executar, como tambdin possa calcular a produgao c as entradas que cada ano pode cspcrar. Cada admi-

122

Arquivos do Scrviqo Florestal

11

nistrador deve calcular do antemao os proventos quando comega a executar os trabalhos e islo so podera sc liver fcito um piano Elaborci tais pianos economicos num artigo intitulado: “Eco- nomia florestal na Fazenda Paciencia”, que cm breve sera publicado pelo Servigo Florestal do Ministerio da Agricultura.

VIII SOLUCAO DOS PROBLEM AS DO EUCALIPTO PELA COLABORACAO

Grandes e significativos sao os problemas da explotagao com eucalipto para o futuro da economia florestal e madeireira do Brasil. O programa a ser executado c, alem de outros: maximo rendimento; utilizagao multilateral; conservagao da fertilidade do solo. Resolver esses problemas nao e tarefa de um unico tecnico mas de todos os interessados na silvicultura do pais. Proprietaries particulares, industriais e instituigdes governamentais devem co- laborar de comum acordo na realizagao desta grande e palpitante obra. Mesmo os adversaries nao devem conservar-sc longc, pois, justamente a sua colaboragao sera do maior alcance para a co- munldade. Todas as questoes e problemas referentes a uma evolugao racional, sejam de pequena monta ou grande, devem ser analisados e investigados em colaboragao, para o bem da popu- lagao.

Proponho, p.i. neste lugar, a fundagao de um sindicato de tecnicos ou cooperativa cientifico-florestal, cuja finalidade seria promover a evolugao racional da explotagao de eucalipto. A im- portancia de um tal sindicato ou cooperativa e extraordinaria- mente grande, e seu valor para o pais incalculavel. A sedc pode- ria ser em Rio Claro (Sao Paulo). Nesse Estado. Navarro de Andrade comegou os primeiros ensaios com eucalipto; pos os alicerces para a explotagao e, ali, ainda hoje se encontra o centre de explotagao dessa essencia. De la deve partir tambem o estudo da evolugao racional em trabalho de cooperagao que so conhece uma finalidade altruistica: de servir ao povo e garantir a sua economia.

2 3 4

5 6

11 12 13 14 15 16

!

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W. Herzog : O Eucalipto

123

IX TABELAS DE CRESCIMENTO PARA A ECONOMIA RACIONAL

F inalidade das tabelas de crescimento

1 ) Dar conhccimcnto do crescimento do eucalipto nas diversas condigocs.

2) Demonstrar ao proprietario como pode conhecer a produgao de madeira cm todos periodos de idade.

3 ) Demonstrar ao proprietario como pode saber as quan- tidades anuais de madeira possfveis pelos desbastes e as quantidades finais.

4) Demonstrar ao proprietario como pode contar com lucros permanentes c crescentes, ano por ano.

5) Permitir uma cxplotagao racional das florestas sem prejuizos, conforme demonstram os exemplos de to- dos os paises, com explotagao florestal adiantada.

USO DAS TABELAS

1 ) As tabelas sao divididas em 5 classes de crescimento (I: mclhor, III: do medio, V. mcnor).

2) Determinagao das classes de crescimento na tabela C. Os fatores necessarios sao a idade e a altura media do eucalipto.

Exemplo : Com idade de 17 anos e a altura de 32 metros a

classe do crescimento ell, com a mesma idade e uma al- tura de 29 metros a classe de crescimento e 111.

3) A coluna n.° 3 mostra as parcelas de madeira cm m3 em fungao das respectivas idades da coluna n.° 1.

Exemplo-. Na classe do crescimento II com idade de 17 anos existe uma quantidade de 1 .327 m3.

124

Arqitinns do Semico Florcstul

11

4) As quantidades do dcsbastc (coluna n.° 4) sao aquc las c|iic o proprictario podc tirar da cntao existent (coluna n.° 3).

Exemplo: Na classe dc crescimcnto II com idade de 17 anos, o

desbaste c de 172 m3 por Ha.

5)

A produgao total (coluna n.° 5) e a soma da quan tidade existente e das que foram tiradas cm diversos periodos do desbaste.

Exemplo :

Na elasse de crescimcnto 11 com idade de 17 anos,

produgao total e de 1 .740 m3 por Ha.

6)

A tabela de crescimcnto anual eorrente mostra o me lhor prazo da cxplotagao racional com cortc final entre 20 e 35 anos. Uma explotagao com cortes rasos entre 5 a 20 anos e absolutamente errada e tern gran des desvantagens c prejuizos para o proprictario.

7)

O crescimcnto anual total cm media (coluna n.° 1 1) c a produgao anual para os diversos prazos e mostra a possibilidade duma cxplotagao racional com urn prazo maior dc 40 anos.

8)

As tabelas de crescimcnto sao feitas para o prazo d : 40 anos. O corte final e dividido cm duas partes com a idade de 40 e de 45anos.

9)

10)

11)

A unidade e 1 Ha.

Todos os dados sao medios.

Nao foram eonsideradas, nestas tabelas, eventuais falhas.

Observagao: As tabelas sao baseadas nos resultados dos men

estudos e elaborates, junto com os dados publicados por Navarro de Andrade, Navarro Sampaio, Mansucto E Koscinski, Guilherme de Almeida c outros autorcs.

2 3 L

5 6 ^SciELO} 2.1 12 13 14 15

cm

SciELO} 2.1 12 13 14 15 16

TAB EL A A

Claasc. dr crcadmouto: /.

1

2

3

1

I

\

4

|

5

Idade

nnoa

Altura

m

Quantldnde.s cxlstentcs

1 1.

Desbaates a

1

fazer

1

ProduQio

total

1 em pda 1

mi

1

pda

1

1

mi

1

1

5

18

1 1 2.000

1

300

250

1

30

300

8

23

I 1 . 750 J

624

225 |

88 j

G04

1 1

28.5

1.025

1.085

200

140 1

1 . 183

14

32,5

1.325

1.421

175 I

t-

oc

1.679

17

34,5

| 1.150

1.587

150

207

2.032

20

38

1.000

1.674

125 |

209 1

2.326

20

36

875 |

1.748

100

200

2.609

SO

36,5

775

1.834

75

178

2.895

30

36,5

700 |

1.942

50

139

3.181

40

37

650

1.996

250

768

3.374

45

37

400 |

1 1

1.280

1

400

i

1.280 j

1

3.426

T ABE LA B

Clasae dr cri schnento : /

I

1

8

9

1

10

1

1

i

11

1

1

I

Diametro

1

Acrdscimo

anual I

Acrdscimo

Idade

Altura

(Altura 1

Area

corrente

anual

|

de peitol

basal

total em

anos

m

cm

|

rnddla

i

i

m;>

%

1

m3

«s

18

i

14

1

32,00

1

60

1

300

60

8

23

20

54,25

117 |

lis

82

11

28,5

25

74,73

176

81

107

14

32,5

28

87.45 |

165

42

120

17

34,5

31

92,00

118 j

21

120

20

36

34

93.00

98

14

116

25

36

37,5 |

97.43 |

57

12 |

104

30

36,5 j

40,5

100,75

57

11

96

35

36,5

44

106.40 |

57

io j

91

40

37

46

107,90

39

6

84

45

37

1

47

1

69,20

10 |

2

i

1

76

TABULA A.

Clastic dr crcschiiciito: II.

1

2

1

1

1

!

4

1

5

|

i

1

Quantldadcs exlslentes

|

Desbasles a

fazor

1

Produg&o

Idadc

AlUira

i

1

total

anos

m

1

cm p<5s

1

1 ECU tuo

1

!

pda i

1

!

5

17

2.000

275

i

250

25

275

«

22

1.750

578

225 |

78

603

11

27

| 1.525

932

200

122

1.035

14

30

| 1.325

1.193

175 |

158

’1.418

17

32

1 . 150

1.327

150

172

1.710

20

33

1.000

1.388

125

173

1.943

25

33

875

1.451

100

166

2.179

30

33.5

775

1.519

i

75

147

2.413

35

34

700

1.595

l

50

114

2.636

40

34

650

1.680

i

250 |

640

2 . 835

45

34,5

400

1

1.070

!

i

400 !

1.070

2.865

1

TABULA

B

Classc dc

crcsdmcnto: II

8

1

9

10

11

i

1

;

i

Aerdscimo

anual

1

Acrdscimo

Altura

1 Diametrn

Area

corrente

anual

Idade

( Altura

basal

total em

anos

m

' do peito )

m-

1

I

mfidia

cm

1

i

m«*

%

m:1

I

5

17

14

32.00

1

55

275

I

55

8

22

20

52,50

109 |

120

75

11

27

24

68,72

144

71

94

14

30

28

79.50

127

37

101

17

32

31,5

82,90

97 |

21

100

20

33

33,5

85.40

78 j

12

97

25

33

36

87,50

47

12

87

30

33,5

38.5

90,70

47

11

SO

35

34

41

93,00

45 j

9

75

40

34

43,5

98,80

40

7

71

45

34.5

45

!

62.00

6

l_

1

64

j

cm

SciELO

11 12 13 14 15 16 17